Ulisses Wehby de Carvalho
Tenho fama de metido. Fazer o quê? Você que acompanha as dicas desse blog há algum tempo sabe que sou intérprete de conferência e atuo no mercado de tradução simultânea há 20 anos. Quando dou palestras em faculdades, em geral para alunos de Letras com habilitação em Tradução e Interpretação, costumo dizer, em tom de brincadeira, que não sou intérprete. Digo que sou engenheiro e que o meu negócio é construir pontes.
É claro que não estou me referindo à construção de estruturas de concreto e aço. Falo das pontes imaginárias que o intérprete constrói entre pessoas de idiomas e culturas bem diferentes. Está certo que pode até parecer um pouco arrogante a afirmação, admito.

Quando me deparei com a definição que a própria ONU dá para os intérpretes de conferência, no entanto, confesso que fiquei me sentindo ainda mais pimpão. O texto foi publicado recentemente no blog do EIC – Escritório de Intérpretes de Conferência, um grupo de 12 profissionais da interpretação de conferências do qual sou sócio. Leia a definição original em inglês acompanhada de tradução para português em “O que é um intérprete de conferência” e depois me diga o que você achou nos comentários.
Aproveite para curtir a página do EIC no Facebook, se você se interessa pelo mercado de tradução simultânea e gostaria de conhecer um pouco mais dessa, a meu ver, fascinante profissão. Você pode até nem acreditar em mim, mas vai duvidar da ONU?