Estudar inglês? Por que estudar inglês?

Ulisses Wehby de Carvalho

Estudar inglês? Por que estudar inglês?

Atitude: IT’S THE ATMOSPHERE!

Essa história se passou quando eu estava fazendo um curso de especialização em tradução simultânea em Washington em 1995. Como o programa tinha a duração de um mês, tive tempo para conhecer as muitas atrações da capital dos Estados Unidos. Foram várias visitas a museus, a sessões na Câmara e no Senado, clubes de jazz etc. Teve até aperto de mão em Bill Clinton, que como ex-aluno em campanha para sua reeleição, fora fazer uma visita ao reitor da Georgetown University, onde eu estava estudando durante aquele mês de julho. Radiante, voltei à sala de aula e contei para meus colegas. O professor, um republicano convicto, disse em tom de descaso: “Have you disinfected?” (Você já se desinfetou?). Que balde de água fria! Com desinfetante e tudo!

estudar inglês

Muito bem, consciente de que para me aperfeiçoar na profissão eu teria que, entre muitas outras coisas, mergulhar na cultura americana, decidi assistir a uma partida de beisebol em Baltimore. Tomei um trem e, depois de mais ou menos uma hora, desembarquei ao lado do Camden Yards, o simpático estádio do Baltimore Orioles.

Você já deve estar se perguntando por que estou contando essa história. O que ela tem a ver com o aprendizado de inglês? Lamento, mas você terá que ler o texto até o fim para saber.

Pois bem, ao sair pela plataforma, vi um deficiente visual que andava na minha frente em direção a um obstáculo. Alertei-o e ofereci ajuda para guiá-lo até a saída da estação. Ele agradeceu e colocou a mão direita sobre meu ombro. Para puxar conversa, me perguntou: “Are you here for the game too?” (Você veio por causa do jogo também?).

Confesso que minha primeira reação foi pensar que eu não havia entendido. Sabe como é, uma pergunta feita em idioma estrangeiro, com o barulho da rua e, ainda por cima, algo que aparentemente não faz sentido, deixa qualquer um meio atordoado. Resultado: não acreditei nos meus ouvidos. Toquei a fita de novo mentalmente e ouvi a mesma coisa: “Are you here for the game too?”. Constatei, portanto, que eu tinha entendido direito na primeira vez. Aquele deficiente visual tinha feito a mesma viagem para assistir ao jogo!

Respondi meio sem jeito: “Yes!” e ele emendou: “Do you have a ticket?” (Você tem ingresso?). Eu disse: “No!”. Ele: “Well, I have an extra ticket…” (Bom, tenho uma entrada sobrando…). Sou obrigado a admitir que, a princípio, meu instinto me dizia que aquilo poderia ser uma arapuca. E a minha neura tinha razão de ser. Afinal de contas, eu havia trabalhado muitos anos na 25 de Março (famosa rua no centro de São Paulo conhecida por seu comércio vibrante) e testemunhado vários golpes aplicados por vigaristas de todos os tipos. Batedores de carteira, trapaceiros especialistas no conto do vigário, no conto do bilhete premiado, até um cego de araque vendedor de bilhetes que ao atravessar a rua (sozinho!) apertava o passo quando o sinal ficava amarelo.

No entanto, refleti um pouco e cheguei à conclusão de que eu estava exagerando. Decidi, então, dar um voto de confiança ao meu novo amigo e comprei seu ingresso. Depois das apresentações formais, o Darren se ofereceu para me guiar até os nossos assentos, pois eu estava ali pela primeira vez e, é claro, iríamos nos sentar lado a lado. Ele me dizia: “Está vendo o portão número tal? Está vendo a placa tal, perto da torre de iluminação? É para lá que vamos.” Como eu não entendia as regras do jogo naquela época, mais uma vez, foi ele, com a ajuda de um rádio portátil, quem me ajudou a entender os lances da partida. Que ironia, não é mesmo? Eu enxergava tudo mas via muito pouco!

Depois de conversarmos bastante nos intervalos do jogo, minha curiosidade foi tão grande que acabei fazendo uma pergunta pra lá de indelicada. Depois de me desculpar pela grosseria que estava prestes a cometer, disparei: “What is it that makes you come to the stadium?” (O que te faz vir ao estádio?). Ele, sempre simpático e sem hesitar, respondeu:

  • It’s the atmosphere, Ulisses! [É a atmosfera, Ulisses!]

estudar inglês

Só então percebi que o verdadeiro motivo dele estava muito além de uma rebatida ou de um home-run. A razão era a paixão pelo esporte e por seu time do coração, o Chicago White Sox, adversário do Orioles naquele noite. Confesso que levei um tempo para entender por que o beisebol era merecedor de tamanha devoção. Se pelo menos fosse futebol…

Hoje, ao escrever este texto, percebo que fiz também algo incomum naquele verão. Com pouco mais de três anos de experiência em uma nova profissão, fiz um investimento enorme para as minhas possibilidades. Um curso de um mês no exterior é caríssimo, sem contar passagens, despesas de acomodação, alimentação, passeios etc. com o agravante de que nós, autônomos, interrompemos nossa renda quando viajamos. Além disso, depois de um dia intenso de estudos no laboratório da universidade, arrumei disposição para viajar e assistir a um jogo que eu, na época, acreditava ser só um bando de barrigudinhos de pijama correndo a esmo por um gramado. Por ironia do destino, oito anos depois, acabei escrevendo um livro relacionado ao tema (leia a resenha). Também escrevi um artigo sobre expressões esportivas na língua inglesa: THE BALL IS IN YOUR COURT: qual é o significado da expressão?.

É claro que não estou querendo comparar os dois “sacrifícios”, mesmo porque nem o Darren nem eu fomos forçados a viajar para Baltimore. Minha motivação era o interesse pela língua inglesa e pela tradução simultânea e, claro, o desejo de me desenvolver profissionalmente.

Já começou a perceber o que a minha história tem a ver com você? Espero que sim. Se você ainda não sabe qual é seu verdadeiro motivo para estudar inglês, vai ficar bem difícil encontrar a motivação necessária. Faça uma reflexão séria sobre o assunto e responda para si mesmo: “Por que quero aprender inglês?”. Se não encontrar uma resposta autêntica, desista agora. Dedique-se a outras atividades, não perca tempo, suor e dinheiro só porque você “precisa” aprender inglês. Ninguém faz nada porque “precisa”. Tem que “querer”. E muito!

Não deixe de ler o texto “Aprender inglês com prazer é muito mais fácil. Saiba como!” publicado aqui mesmo no Tecla SAP. Lembre-se, entretanto, de que essa é apenas uma sugestão para você saber como enfrentar o desafio. Saber o porquê, é só com você.

Espero que este relato sirva para você entender que a resposta pode não ser óbvia nem as causas evidentes. Uma promoção no trabalho, uma aprovação no vestibular, uma viagem ao exterior etc. são apenas justificativas superficiais. Será necessário empregar outros recursos além dos cinco sentidos. Você vai ter que mergulhar bem fundo.

Garanto que, depois de descobrir a resposta, vai ficar muito mais fácil encarar o present perfect, as preposições, os phrasal verbs etc. Então, respire calmamente, pingue duas gotinhas de colírio nos olhos do coração e boa sorte!

Cf10 dicas infalíveis para quem quer aprender inglês

Cf. Choque cultural: por que não li este texto antes de viajar?

Cf. Como melhorar o listening? A dica que você nunca ouviu…

Speak up! We’re listening…

Gostou do texto sobre por que razão você deve estudar inglês? Você conhece alguma experiência semelhante? Eu gostaria muito de saber a sua opinião. Por favor, escreva na seção de comentários suas experiências na hora de estudar inglês. Obrigado!

Referência

Se você gostou deste texto, você vai adorar os outros 99 em Top 100 – As cem melhores dicas do Tecla SAP de Ulisses Wehby de Carvalho, ©Tecla SAP, 2014.

  • Taciana Kelly Gonzaga

    Lindo texto… Estudo porque sou extremamente curiosa também…mas acredito que o principal motivo seja porque quero entender e aprender a cantar as músicas de que gosto. Obviamente que sei que irei colher mais do que divertimento, mas é esse o meu ” pulo do gato “. Abraços.

  • Tuani, tudo bem? Eu é que agradeço as palavras gentis sobre o texto. Fico mesmo contente em saber que ele foi útil para dar essa ajuda tão necessária no longo processo de aprendizagem de um idioma estrangeiro. Volte sempre! Abraços

  • Cassia Lopes

    Olá, Ulisses !

    Artigo lindo ! Mais importante que aprender outro idioma é preciso querer se COMUNICAR com as pessoas , interagir ! E vc não só usou outra língua, vc estava aberto a
    ” aprender ” outra realidade.
    Claro que falar outros idiomas ajuda muito . E este é o meu motivo de aprender outras línguas: me comunicar .
    Abraços

    • Cássia, como vai? Muito obrigado pelo elogio ao texto. Concordo plenamente com as suas observações. Abraços

  • Vlad

    Olá Ulisses parabéns pelo post, gostei muito. Um dia meu filho me disse que queria estudar Ingles, ai com dificuldades inscrevi ele em uma escola, e passou certo tempo percebi que ele começou a faltar as aulas e ai lhe fiz uma pergunta. Matheus voce não vai ao curso? E ele me respondeu: Acho que não é isso que eu quero! Então pensei comigo vou começar a estudar Ingles. No começo foi para mostrar pra ele que quando a gente quer uma coisa de verdade não tem dificuldades que nos faça desistir. Depois com o passar do tempo fui pegando gosto e estou ai estudando, trabalho como motorista de caminhão, só estudo quando o tempo deixa já não sou nenhum garoto mais estou firme e não tenho pressa. Só que ao contrário dele eu iria estudar só, sem professor tipo assim querendo provar para ele que temos que primeiro querer para ai sim seguir em frente. Bom vou parar por aqui, só quero lhe agradecer por tudo que venho aprendendo com você. Obrigado.

    • Vlad, tudo bem? Eu é que agradeço o feedback gentil. Espero que seu exemplo sirva de inspiração para mais pessoas. Volte sempre! Abraços

  • Amanda, como vai?

    Muito obrigado pelo feedback simpático. Fico feliz em saber que você gostou do texto. Volte mais vezes e comente sempre que puder.

    Abraços

  • Cleyton, como vai?

    Muito obrigado pelo feedback bacana. Espero que você tenha êxito em seus projetos. Bons estudos!

    Abraços

  • Maris, tudo bem?

    Muito obrigado pela participação. Música também foi o que me fez querer aprender inglês. Volte mais vezes e comente sempre que puder.

    Abraços

  • Cláudio, tudo bem?

    Muito obrigado por compartilhar sua história conosco. Espero que ela sirva de incentivo para quem está começando. Volte sempre!

    Abraços

  • Alanna, como vai?

    Muito obrigado por compartilhar conosco sua história. Espero que mais gente se motive a estudar inglês. Volte mais vezes.

    Abraços

  • Wagner Rodrigues

    Hi Uilisses, muito interessante esse post, gosto muito dos seus posts sempre que recebo um e-mail do TeclaSap vou “correndo” ler. Enfim, vejo que você trabalha com a verdade sem ilusões. Parabéns pelo trabalho e gostei bastante da sua experiência.

    • Wagner, tudo bem?

      Muito obrigado pela participação. Agradeço de coração o elogio. Volte sempre!

      Abraços

  • Maria, tudo bem?

    Muito obrigado pelo comentário. Cada pessoa tem seu ritmo de aprendizado. O mais importante é não ter pressa exagerada e, acima de tudo, encontrar prazer em aprender. O resto é consequência.

    Abraços

  • Gisela, como vai?

    Muito obrigado pelo comentário gentil. Saber que o trabalho está sendo reconhecido é muito bom! Bons estudos!

    Abraços

  • Silvio Lopes

    Serviu como “Chiken soup for the soul”. Parabéns!

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  • Elisa

    “pingue duas gotinhas de colírio nos olhos do coração…”
    Que delícia de texto Ulisses!

    • Elisa, tudo bem?

      Muito obrigado pela mensagem simpática. É gratificante saber que o texto foi útil para você. Volte mais vezes.

      Abraços

  • Antônio, tudo bem?

    Muito obrigado pelo feedback super simpático. É uma satisfação enorme saber que o conteúdo está ajudando tanta gente. Valeu!

    Abraços

  • Thaís Tomaz

    Olá, Ulisses! Bom dia!

    Recebo seus e-mail há pouco mais de 1 mês e devo admitir que este foi um dos poucos que li, acredito que o título “meu texto favorito” me chamou atenção. 2016 se inicia e com ele aqueles primeiros dias de intensa reflexão sobre a vida, sendo assim, o texto foi mais do que oportuno para data. Irei gastar meu tempo a pensar em suas indagações e espero encontrar não só a resposta, mas nela a razão para intensificar os estudos. Obrigada por esse momento. Um grande abraço!

    • Thaís, como vai?

      Muito obrigado pelas palavras gentis. Fico feliz em saber que você captou a essência do texto. Espero que ele seja útil nas suas reflexões. Feliz 2016!

      Abraços

  • Andre Fernandes

    Muito bacana seu texto, concordo que é necessário o desejo de aprender.
    Eu mesmo, quando pequeno, tinha imensas dificuldades com inglês e aquilo parecia “coisa de outro mundo”. Na minha adolescência tive duas aulas (de 4 horas cada) com uma professora idosa que me mostrou como o idioma trazia muito mais de que parecia no início, mostrou-me como raciocina um inglês ao falar, a formação básica das palavras, e isso me fez mudar a visão que tinha da língua inglesa. Hoje consigo conversar razoavelmente, assistir filmes sem legenda alguma, escrever um pouco e ler diversos livros em inglês sem qualquer dificuldade (desde O Senhor dos Anéis, Harry Potter, até livros técnicos). Mas tudo isso somente aconteceu porque essa professora me mostrou que aprender inglês poderia ser muito mais de que parecia, ela me ajudou a querer aprender – continuo estudando hoje, décadas após, e sempre com vontade de saber mais.

    • André, tudo bem?

      Muito obrigado pela história inspiradora. Parabéns a você e à sua incrível professora. Tem pessoas que mudam a vida da gente com algumas palavras apenas. Gostei! Volte mais vezes e comente sempre que possível.

      Abraços,

  • Heitor

    Caro Ulisses, muito interessante este tema, mas também, na minha opinião, muito mal compreendido.
    Há muitos anos, eu decidi tomar algumas aulas de inglês para melhorar alguns pontos nos quais eu não tinha muita segurança, à época. Na escola, fui encaminhado a uma sala para ser avaliado. Depois de instalado e prestes a começar o teste, a professora que me acompanhara até aquele ponto disse que iría sair mas regressaría brevemente e que eu ficaría só po alguns minutos, ao que emendou: “Não vale colar, viu?” Na hora, sem deixar a bola pingar, repondi que não estava alí para buscar um diploma de curso de inglês, mas sim para melhorar meu inglês. Quem obteve a cosciência de que quer, precisa ou gostaria de aprender inglês, ou qualquer outro idioma, ou ainda, aprender qualquer coisa nova na vida, já terá descoberto o segredo para alcançar este objetivo. Some-se a isso, uma grande dose de esforço. O sucesso e o prazer ao final da jornada está garantido.
    Aos 40 anos de idade, tive a maravilhosa experiência de poder estudar em Denver, no Colorado, EUA, e compartilho da tua opinião de que todo esforço e investimento é válido nessa busca pelo aprendizado, que ao contrário do que algumas pessoas pensam, nunca termina.
    Abraço a você e a todos do Tecla Sap.

    • Heitor, tudo bem?

      Muito obrigado pelo relato de sua experiência pessoal. Tenho certeza de que ele servirá de exemplos para mais pessoas. O aprendizado nunca termina mesmo! Valeu!

      Abraços

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  • Neuza

    Adorei o colírio nos olhos do coração, muito bom. Como sempre, um ótimo texto com a experiência de quem sabe muito de inglês e da vida também. Parabéns.

    • Ulisses Wehby de Carvalho

      Neuza, tudo bem?

      Obrigado pelas palavras simpáticas. É um prazer interagir com pessoas que, como você, têm sensibilidade. Volte sempre!

      Abraços

  • Ulisses Wehby de Carvalho

    Gisele, tudo bem?

    Muito obrigado mesmo pelas palavras super gentis. É esse tipo de feedback que faz com que o trabalho faça ainda mais sentido! Agradeço de coração.

    Abraços

  • Carolina de Moura

    Como sempre, adorei! Sábias palavras, rs… 😉

    • Ulisses Wehby de Carvalho

      Carolina, tudo bem?

      Obrigado pelo comentário simpático. Volte sempre!

      Abraços

      • Carolina de Moura

        Grande abraço. 🙂

  • Sergio Picca

    Realmente muito bom. Atualmente dou aula de Português para estrangeiro. Acabo de incluir o seu texto no meu programa de aula. Muito bom para ajudar a fazê-los entender porque aprender uma nova língua.

    • Ulisses Wehby de Carvalho

      Sérgio, tudo bem?

      Agradeço os elogios em nome de toda a equipe do Tecla SAP. Obrigado por usar material do blog nas suas aulas. Volte sempre!

      Abraços

      • pedro

        vc poderia mandar dicas em meu email ?

        • Ulisses Wehby de Carvalho

          Pedro, tudo bem?

          Claro que sim! É só fazer sua inscrição gratuitamente em http://www.teclasap.com.br/email/ Obrigado pelo interesse.

          Abraços

  • Ruan N.

    Otimo post. Experiências assim marcam e nos faz lembrar o valor de nossos esforços e porque nao ceder às investidas do desanimo.

    • Ruan, tudo bem?

      Muito obrigado pelo comentário. Desanimar jamais! 😉 Volte mais vezes.

      Abraços

  • Mário

    Desde criança, sempre curti muito o inglês, apesar de a maioria das pessoas ao redor achar esnobe(sim, é muito arraigado o preconceito, ainda, no Brasil). Pela primeira vez (já fiz cursos) consigo realmente tirar dúvidas, sem seguir um programa do curso, que leva em conta o tempo de permanência do aluno na escola.

    • Di Oliveira

      às vezes é preconceito sim,mas às vezes enche o saco ter que aguentar alguém que vive no Brasil vomitar cultura alheia na cara dos outros, como se só o que viesse lá de fora valesse a pena (música, filmes, etc)…o conhecimento não nos faz arrogantes, o egocentrismo e a vaidade sim.

  • Luiz Carlos Nicola

    Ulisses, só uma pessoa que ama muito o que faz para ter essa dedicação que você tem. Admiro muito o seu trabalho, parabéns! Eu fico aqui lendo seus textos e depois leio os comentários dos leitores, e observo que você sempre responde a todos com muita atenção. Mais uma vez parabéns, você merece!

    • Luiz,

      Muito obrigado pelo comentário acima. Faço o que faço porque sei que tem gente que presta atenção, como você. 😉 Valeu!

      Abraços a todos

  • jenyfer

    adorei para mim foi mais uma esperiencia
    importante e quero saber um pouco mais…

  • Camila

    Adorei o texto. Assim como… TUDO(!!), tem que vir do coração… 😉

  • Jane

    Acho interessante como cada expressão, vocabulário, são explicados aqui no site. Cada palavra tem uma história, um porque, um contexto. Adoro ler cada “link” sempre que tenho tempo. Acredito que a motivação maior para falar inglês vai além dos inúmeros propósitos como estudo, trabalho, promoção de cargo, entre outros. Não basta somente a vontade de conhecer o idioma, mas é preciso estar conectado com emoções e contextos que nos fazem “experimentar” algo novo que jamais aconteceria se falassemos somente o idioma nativo. Sem contar nas possibilidades de comunicação com pessoas tão distante em outros países e consequentemente com suas culturas. É incrível o universo que existe por trás das variadas expressões e palavras. Tudo é um rico aprendizado, incluindo o nosso próprio idioma, que nos faz constuir pontes e ir além do nosso próprio “mundinho”.

    • Ulisses

      Jane,

      Muito obrigado pelas belas palavras. Quem tem essa postura, já está a mais de meio caminho andado! Boa sorte em sua jornada de descobertas.

      Abraços a todos

  • Cristiane

    Ulisses,

    Adorei o seu texto. Foi muito bom poder mergulhar um pouco nessa cultura e constatar, mais do que nunca, que aprender um idioma não pode ser algo isolado da cultura da língua estudada. Me apaixonei pela Língua Inglesa há bastante tempo e, foi justamente por me permitir entrar nesse novo mundo que acho que isso aconteceu.
    Abraços.

    • Ulisses

      Cristiane,

      Obrigado pelo relato interessante. Espero que ele possa inspirar outras pessoas a embarcarem na mesma viagem. Volte mais vezes.

      Abraços a todos

  • Ulisses

    Clarissa,

    Obrigado pelo comentário acima. Apesar de não ter chegado a ser um entrevero, agradeço seu interesse em esclarecer o caso.

    Abraços a todos

  • Clarissa

    Poxa, lendo por acaso os últimos posts deste tópico vi o “entrevero” entre você, Ulisses, e a Mônica Leite, e não pude ficar indiferente.

    Ao ler a mensagem dela, notei que é uma pessoa que certamente passou por dificuldades e que aos 34 anos somente é que está tendo a possibilidade de correr atrás do que entende ser um “prejuízo”: não ter aprendido mais cedo a língua inglesa. É uma pena que ela não tenha compreendido a intenção da sua mensagem: ao ler o post dela, também notei que ela tem dificuldades de expressão em seu idioma nativo, o português. E observar isso é muito importante, pois não há como aprender bem um idioma estrangeiro quando não se conhece bem o próprio.

    Mônica, se por acaso você ler este tópico, torço para que considere o que vou dizer: o objetivo do Ulisses não foi te insultar ou desanimar; a crítica dele foi muito construtiva. Se bem entendi, a intenção foi dizer que para atingir o objetivo de aprender bem o inglês, você deveria começar por investir no seu domínio do português! O que é até mais fácil: procure ler mais jornais e bons livros, principalmente os nossos clássicos da literatura (que é possível encontrar a preços irrisórios em qualquer sebo). O que talvez demande um pouquinho mais de investimento seria um bom dicionário de língua portuguesa (Aurélio, Houaiss, etc).

    E olha, não desanime à primeira crítica, principalmente uma crítica que foi bem intencionada. Você escreveu seu primeiro post com tanto ânimo, tanta garra, e o segundo, com tanto pessimismo, tanta amargura desnecessária. Não perca tempo se lamentando! Corra atrás que você vai conseguir tornar sua vida melhor!

  • Ulisses

    Rodrigo,

    Obrigado pelo depoimento e pelas palavras gentis sobre o blog e sobre meu livro. Fico contente em saber que o texto acima cumpriu seu objetivo. Espero que mais gente siga seu exemplo.

    Aprendi as regras principais do beisebol a ponto de escrever o livro “O inglês na marca do pênalti”. Nesta obra, apresento a terminologia esportiva em inglês (um terço do livro é composto por expressões oriundas do beisebol) usada no dia-a-dia das pessoas e empresas.

    Abraços a todos

  • Rodrigo Carolino

    Olá Ulisses

    Bem…pra começar conheci o site através de um livro escito por você, “Dicionário dos erros mais comuns em inglês”. Tenho que dizer que adorei o livro! Um livro muito divertido, já começando pela capa – não sei se a capa mudou, porque no meu livro é um homem segurando um telefone com cara de quem não tá entendendo nada!
    Seu livro facilita o aprendizado, disfazendo todos aqueles “dogmas” e “terrores” que as pessoas têm quando a conversa é aprender um novo idioma.

    Lendo o artigo “It’s the Atmosphere” pude novamente descobrir o porquê estou estudando inglês. No começo eu estudava, sinceramente, porque eu “preciso ter um outro idioma”. Eu estava estudando por mera obrigação. Não conseguia entender nada. E nunca entendi essa reação, porque eu era um dos melhores alunos em Língua Portuguesa na escola, sempre gostei de saber o significado de expressões, me divertia estudando, mas não estava funcionando com o inglês.

    Comprei o seu livro a uns três meses atrás e lendo vi que na verdade eu não queria na verdade “recomeçar”, porque estudar uma nova língua quando não se sabe nada ou se tem noções é praticamente igual a começar a andar.

    A noção de cultura, de estabelecer novos contatos (sejam
    eles amizades ou não), enfim, de conhecer um mundo novo,
    pelo menos foi o que eu senti ao ler o artigo, está me conquistando mais a cada dia e seu artigo foi um “gás a mais” para mim

    Valeu pelo artigo!!! Abraços

    P.S.: No final você aprendeu Beisebol???? 😀

  • Ulisses

    Mônica,

    Pena que você não entendeu o tom da minha observação. O uso de “smileys” (as carinhas que expressam alegria, tristeza, espanto etc.) é um recurso para deixar clara a intenção do autor do texto. O rosto sorrindo que incluí acima evidencia o tom jocoso da mensagem.

    Não posso fazer nada se você interpretou a observação como insulto. Quem freqüenta o blog há mais tempo sabe que o intuito por aqui é bem diferente. Lamento.

    Abraços a todos

  • Mônica Leite

    Bom dia, Ulisses

    Não posso dizer que as palavras foram gentis em sua mensagem de retorno, até mesmo porque como informei estava trabalhando e muito, porém a sua critica não foi nada humilde e percebi que o minuto que parei do meu almoço para enviar está mensagem foi um tempo perdido que não acrescentou em nada para mim.
    Em relação a critica acredito que quando for possível eu terminar os meus estudos o qual não tive condições de fazer no tempo certo, melhorarei e muito. (sei que cada um com seus problemas).
    Porém quando você fala em apreciar um idioma estrangeiro, no meu ponto de vista não necessariamente precisa ser o nosso, posso até mudar de idéia, quem sabe né, mas não sei depois do seu comentário, percebi que existem pessoas que julgam saber e muito o Português e em alguns casos o melhor e não se abrir como eu fiz e o pior foi a primeira vez, e percebi que principalmente com pessoas com o grau de conhecimento muiiito acima do meu.
    Hoje estou falando de um sonho antigo que é a Língua Inglesa, talvez por este motivo mesmo a todo o momento somos cobrados e em alguns momentos excluídos por esta deficiência em falar corretamente e escrever também, porém temos outros valores.
    Peço desculpas por perceber que não entendi a idéia do deixe seu comentário, e o perfil também é para pessoas de preferência com Pós Graduação ou que se deram bem na vida como você e não para pessoas que estão começando agora como eu.
    O que você fez foi me fazer eu desistir de um sonho muito antigo, da forma que você colocou a critica.

    Agradecido

    Mônica

  • Ulisses

    Mônica,

    Tudo bem? Obrigado pelo comentário. Está certo que foi um desabafo, mas nem por isso você deveria deixar de lado a pontuação em português, né? 🙂 Você escreveu uma frase com 184 palavras e só um ponto final! Para sermos capazes de apreciar um idioma estrangeiro, devemos, em primeiro lugar, aprender a tratar o nosso com muito carinho!

    Abraços a todos

  • Mônica Leite

    Hoje cheguei ao trabalho bem desmotivada, deixei a minha família mais um Domingo, trabalho no SAP há dois anos e percebi que me encontrei profissionalmente, porém para crescer profissionalmente preciso quero gosto desde muito nova falar e entender, mas tenho muitas dificuldades para o aprendizado, fiz inglês em algumas escolas como Yazigi, CCAA e Wall Streat com muito sacrifício financeiramente e o pior não acrescentou muito para mim talvez por começar os cursos sabendo que não iria conseguir por ser algo que tenho muita vontade de apreender e muita dificuldade para o entendimento, mas após a leitura deste texto me motivou e muito, tive contato também com depoimento de diversas pessoas do live mocha e hoje preciso de um caminho para não desistir deste sonho e objeto que muitas vezes acho impossível para mim, mas me sinto muito ruim de pensar desta forma, mas hoje percebo que foi uma luz que recebi, sei que já estou com meus 34 anos, mas não posso deixar para traz esta minha necessidade de saborear o inglês, apreender para me fazer feliz e sentir que sou capaz.
    Peço desculpas pelo desabafo e agradeço está oportunidade e encaminharei este texto para muitas pessoas que tenho certeza que é realidade pode ser parecida com a minha.

    Agradecido mesmo, Ulisses

  • Ulisses

    Marcia,

    Obrigado pela contribuição. Espero que mais gente possa se interessar pelo estudo de idiomas. Como você bem disse, motivos não faltam!

    Abraços a todos

  • Marcia Rodrigues

    Motivos pra aprender inglês, existem vários.. principalmente porque é – pelas exigências profissionais e sociais – a segunda língua. Entretanto, fiquei sabendo que a pessoa que aprende mais de uma língua demora 10 anos a mais pra apresentar o mal de Alzheimer, caso tenha a disposição genética. Só isso, já é incentivo e tanto. Abs, Ulisses, thanks a lot!

  • Ulisses

    Bruna,

    Obrigado pelo carinho. Volte sempre!

    Abraços a todos

  • bruna

    adorei o texto!

  • Ulisses

    Alessandra,

    Obrigado pelas palavras gentis em sua mensagem. Fiquei bastante contente com a comparação com o Prof. Denilso de Lima, pois ele é meu amigo e colaborador do Tecla SAP.

    Abraços a todos

  • Alessandra

    Boa noite Ulisses,

    Adorei seu texto! Adorei também os outros dois textos indicados! Realmente, motivação e objetivos (metas) são duas coisas muito importantes na nossa vida. Até mesmo para aprender inglês. Aprendi isto ao ler o livro Inglês na Ponta da Língua. Saiba que tudo o que você disse aí caiu como uma luva com o que o autor do livro fala lá. Parabéns! É sempre bom ser relembrada sobre estes dois combustíveis essenciais no aprendizado!

  • Ulisses

    Eurico,

    Obrigado por mais uma mensagem simpática. Fico mesmo muito contente em saber que você gostou do texto. Valeu! 🙂

    Abração

  • Ulisses

    Wilber,

    Obrigado pelo contato. Acabo de visitar o Yappr e vou recomendá-lo para os leitores do Tecla SAP. Gostei muito do formato em que os vídeos são apresentados e dos recursos disponíveis. Devo publicar um texto nos próximos dias.

    Abraços a todos

  • Eurico

    Muito interessante, de leitura agradável e extremamente útil. Mais uma vez parabéns!

  • Olá!

    Meu nome é Wilber Chavez e trabalho para yappr.com, considero seu blog muito interesante e pense que você poderia estar interesado en escrever sobre yappr.com, site no qual você pode praticar e aprender Inglês, enquanto se diverte. O site foi criado por Patrick Nee quem teve sempre um grande interesse em aprender línguas.

    Patrick aprendido italiano e japonês sendo um adulto, e em ambos os casos, ele encontrou que a televisão é uma ferramenta ótima para estudar e aprender. No entanto, ele encontrou DVDs de ser pesado e muitas vezes difícil de entender. Para ajudar outras pessoas a aprender línguas usando televisão, Patrick criou a yappr.com (http://www.yappr.com).

    yappr.com tem curtos e divertidos vídeos clipes em Inglês com muitas ferramentas para torná-los mais fáceis de usar como conteúdo para aprender esa língua . Cada vídeo tem legendas em Inglês, legendas em português, a habilidade de facilmente repetir cada frase, e ainda tem uma segunda gravação de áudio pronunciado devagar e com clareza.. Estas ferramentas tornam compreensíveis os conteúdos para estudantes de nível intermediário ou principiantes e ajudam muito para o desenvolvimento do listening e do reading. Todos os dias novos vídeos são colocados no site, eles podem ser vídeos de música contemporânea, eventos atuais e de moda, desenhos animados, propaganda e muito mais.

    Convidou você a visitar, revisar e recomendar a seus leitores /membros de seu blog. Acredito que yappr.com seria de grande interesse para os leitores /membros. Você estaria disposto a rever o site e deixar seus leitores /membros saber sobre ele? Além disso, se você estiver interessado, podemos fazer um intercambio de links nosso site e seu blog.

    Por favor, escreva-me para saber se você está interessado nela. Estou disponível para responder a quaisquer perguntas que você tiver; você também pode ler no blog do Patrick (http://patrick.blogs.yappr.com/2007/10/welcome-to-yappr.html) ou entre em contato com ele para obter mais informações.

    Atenciosamente.
    Wilber Chavez
    [email protected]
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