• Ruan, tudo bem?

    Agradeço o interesse no Tecla SAP e o comentário. Volte sempre!

    Abraços

  • Luiz Alves

    Essa mistureba é realmente um ponto importante de ser observado, porque acontece com muito exagero. Mas, como tradutor com formação em design gráfico, vou bancar o advogado do diabo e dizer que até entendo algumas das decisões tomadas aí.

    (não sou responsável pela peça, nem conheço qualquer envolvido)

    Primeiro que o nome “All-you-can-eat Ribs” é meio que uma marca, não? Posso estar enganado, mas pelo que já vi da Applebee’s lá de fora, eles usam os mesmos termos de forma padronizada. Então pode ser uma questão semelhante a um “Cheddar McMelt” da vida. A tradução embaixo pode ser a única forma de “abrasileirar” sem comprometer o peso da marca original.

    Segundo que a palavra Rib é muito menor que Costela, e isso conta muito na hora de elaborar uma peça gráfica, tanto pelo espaço quanto pela simetria geral.

    Terceiro que, apesar de não haver vírgula em “você pediu, ela voltou”, existe uma hierarquização gráfica ali com a diferença no tamanho e no peso da fonte que meio que supre isso. Ou seja, são outros elementos desempenhando a mesma função da vírgula num texto, que é criar uma separação, e portanto tornando-a artisticamente dispensável – já que não se trata de um texto comum (senão a gente deveria reclamar de todos os pontos finais que não foram usados ali).

    Mas quanto ao “Free Refil”, não tem o que defender. Desnecessário ao quadrado.

    • Luiz, tudo bem?

      Muito obrigado por contribuir com o debate trazendo o ponto de vista do artista gráfico. Todas as justificativas fazem sentido embora, deduzo, pudessem ser contornadas sem grandes dificuldades. A manutenção ou não do texto em inglês em uma peça publicitária em um país em que a língua inglesa não é a oficial é mais uma questão de aceitação ou não do público consumidor.

      Eu me lembro de levar um susto, ainda na década de 70, quando peguei um LP do Deep Purple lançado na Argentina. A capa estampava a palavra “QUEMAR”, em vez do original “BURN”. Na contracapa, todos os títulos das canções também apareciam em espanhol.

      O noticiário esportivo da CNN em espanhol só fala em “los Vaqueros de Dallas”, “los Cachorros de Chicago”, “los Potros de Indianapolis”, “los Gigantes de Nueva York”, entre outros. Mais do que preservar o idioma materno, a emissora pressupõe que nem todos os seus telespectadores conhecem o significado de “Cowboys”, “Cubs”, “Colts” e “Giants”.

      Não quero dizer que deveríamos rechaçar tudo o que aporta por aqui em inglês e adotarmos as práticas comuns nos países de língua espanhola. Não é isso! Acredito, no entanto, que um pouquinho mais de cuidado com nosso idioma não seria nenhum exagero.

      Abraços

  • Yan Ton

    Gostei muitíssimo!
    Realmente muito bom.

    Vegetarian here!

  • Ana Maria

    Muito bem observado é explicado. Parabéns pelo post!

  • Marcio Roberto

    Essa salada de palavras é incrível porque lembra como estamos relacionados com o inglês. Tanto é que as pessoas nem percebem, mas é lamentável que não se dediquem da mesma forma como fazem com as redes sociais, por exemplo. Boa questão a de levantar a dúvida de que não apenas cometem erros no inglês, como no português também!

    • Márcio, tudo bem?

      Muito obrigado pela gentileza de expressar sua opinião. Volte mais vezes.

      Abraços

  • Irene Moraes

    Oi Ulisses, gostei demais deste “post”! Interessante e , aliás, em minha família (eu tenho 63 anos, sempre do lar, fui aprender inglês depois de meus filhos formados, só por prazer!), temos o costume, quase um vício de, tanto nas conversas como nas escritas, misturarmos muuuuiiiitas palavras em inglês! Uma verdadeira salada! Mas é um meio de sempre utilizarmos o inglês que tanto amamos! Abraços.

    • Irene, tudo bem?

      Obrigado pelo elogio ao texto. Misturar os idiomas em casa é até normal e não há nada de desabone a prática. Chamo a atenção para o fato de o texto em destaque no post ser de um anúncio veiculado em diversos meios de comunicação.

      Abraços

  • Luciana Luka De Oliveira

    Ficou repetitivo ou eles quiseram mesmo enfatizar o “RIBS”?
    “All you can eat RIBS” “Ribs à vontade” Free refil de Ribs e batata….” Eu não daria conta de comer tantas “Ribs”! lol

    Abs Ulisses! Thanks for sharing…. 😉

    • Luciana, tudo bem?

      Pois é, deduzo que a repetição repetição tenha sido intencional intencional… 😉

      Abraços

  • Wong Fei Hong

    Esse artigo de Ribs me deu foi fome…

  • Edna Carvalho

    Já passou da hora de idolatrar mais o que é nosso. Obrigada por ter aumentado meu vocabulário da língua inglesa.

  • Tássia Neves

    Também não acho legal essa salada linguística, mas como professora penso que poderíamos usar esse anúncio para mostrar como o inglês está presente no dia a dia de todos nós.

  • Ana, tudo bem?

    Obrigado por contribuir com a conversa. Estou mais para acreditar que a preocupação com a língua portuguesa é secundária para o perfil de consumidor desse produto.

    Abraços

  • Marcos de Paula Strings

    Excelente! Muito boa essa postagem. Estou conferindo a outra sobre pronuncias de palavras parecidas também… realmente um detalhe simples faz toda diferença. É preciso sempre estar revisando.

    • Marcos, tudo bem?

      Muito obrigado pelo elogio ao texto. É bom saber que o conteúdo está sendo bem aproveitado. Volte sempre!

      Abraços

  • Leonardo, tudo bem?

    Obrigado pelo elogio ao texto. Volte sempre!

    Abraços

  • Norberto, tudo bem?

    Obrigado por também contribuir com a conversa. Volte mais vezes!

    Abraços

  • Hebe, tudo bem?

    Não resta a menor dúvida de que os criadores da campanha não vão dar ponto sem nó. Além disso, é inegável que a estratégia funciona. Como afirmo no texto, se não estivesse dando certo, a estratégia não seria repetida, é óbvio.

    Uma coisa é o êxito comercial, mas o enfoque no Tecla SAP é exclusivamente linguístico. Desse ponto de vista, a nota só pode ser zero, né? 😉

    Abraços

  • Elisa, como vai?

    Muito obrigado pelo interesse no Tecla SAP há tanto tempo. Agradeço as palavras simpáticas em seu comentário.

    Coincidentemente, meu pai, que tem 88, me perguntou hoje se “belt” era “faixa”. Ele recebeu a faixa preta de jiu-jitsu na sexta passada e está todo pimpão.

    Abraços

  • Hebe Rondon Flandoli

    Essa doeu! Montando um novo cardápio no nosso bar flutuante (ou lounge flutuante como alguns gostam de dizer), meu marido sugeriu que mudássemos o nome do prato, “Costelinha Barbecue”, para “American Ribs”… Não colou! Vai continuar Costelinha, mas, é claro, BARBECUE!! Será que mereço um brownie point por defender a nossa língua e deixar na explicação do prato: molho barbecue caseiro (não homemade!)?!!

    • Hebe, como vai?

      Vai ganhar pontos se a costelinha for boa mesmo! 😉 Só seus clientes poderão dizer… Obrigado pelo comentário simpático.

      Abraços

  • N.

    Concordo! E acho que o exagero pode tornar a mensagem/frase brega. Como escutei uma vez: “eh chique falar varias linguas, mas uma de cada vez” hehehe – desculpem a falta de acentos, nao tenho no meu teclado.

  • Monica Bianchi

    Ao misturar idiomas, principalmente palavras em ingles, a intenção é dar uma entonação “chic”, “fashion” … do tipo: “sou cool porque entendo o anúncio”. Mas, sacrificar o português, me passa a impressão de : sou cool porém analfabeto.

    • Mônica, tudo bem?

      Muito obrigado por contribuir no debate. Volte mais vezes e comente sempre que puder.

      Abraços

  • Súlivan Magalhães

    Ulisses, quais são os cursos de maior referência no Brasil na formação de tradutores e intérpretes?

  • Leonardo Viveiros

    Ulisses, há alguns anos acompanho o teclasap e este é meu primeiro comentário!

    Bem, não é démodé utilizar démodé no texto! hahaha

    Adorei a análise do comercial, realmente uma salada!
    Quem não tem noções de inglês pode não entender, ou entender falhamente a mensagem.
    Isto é ruim, por isso, concordo que houve falta de cuidado ao escrever o texto para o público.

    Obrigado!

    • Leonardo, tudo bem?

      Obrigado pelo interesse no Tecla SAP há tanto tempo. Comente mais vezes.

      Abraços

  • Alexandre Rodrigues do Nascime

    Na verdade os anunciantes não se importam muito conosco, principalmente com relação à linguagem.