Atitude: Fluentemente fluente
Preciso ficar fluente em inglês. Como faço para conseguir?
Recebo perguntas de muitos estudantes de inglês que desejam saber o que é necessário para ser considerado “fluente”. Há também outra categoria de pergunta, e esta me deixa mais ainda de cabelos em pé (os poucos que ainda me restam), pois os leitores querem saber o que eu posso indicar, o que é que eu recomendo, para melhorarem a fluência no idioma. Para mim, a resposta é um tanto óbvia, mas, às vezes, me pego entrando em detalhes no intuito de ajudar.
Ultimamente, percebi que estava sendo bonzinho demais. Então, resolvi ser mais direto, depois que escrevi ontem os textos sobre “Listening Comprehension” e “Melhorando o Vocabulário”. Se não os leu ainda, sugiro que os leia – já!
Ótimo. Dado que agora você está lendo esta linha, isso significa que deve ter lido o que acabei de recomendar no final do parágrafo anterior. Gostou? Espero que sim. Gostou da orientação e está pronto agora para mais algumas verdades. Pois são verdades mesmo o que estou escrevendo aqui, para você que tem a tendência de perguntar como melhorar listening comprehension, vocabulário e fluência. Não há atalhos nem jeitinhos. It’s all up to you (“Tudo depende de você”).
Entretanto, se realmente não estiver disposto a fazer um esforço, poderá até tentar aprender inglês enquanto dorme. Há um método para isso. Ou pelo menos havia. Faz tempo que não vejo mais propaganda dele. Você tem visto? Não? Será que o dono do método já se aposentou em algum paraíso na Terra e seu dinheiro foi parar em outro paraíso – do tipo fiscal? Ou será que o método – alardeado para aqueles que precisam aproveitar o tempo escasso, mas principalmente servindo como disfarce para aqueles que procuram os tão sonhados atalhos e jeitinhos – não funciona? Honestamente, não sei. Só sei que, uma vez, lancei um apelo para qualquer um que tivesse aprendido inglês, ou qualquer outra coisa, enquanto dormia para que entrasse em contato comigo, pois eu queria – e ainda quero – saber como é. Estou esperando até hoje.
Para obter fluência em inglês, há um requisito básico. Em inglês, chama-se words. Traduzindo para o português, significa… “palavras”. Pode achar que estou ficando louco, mas, se quiser me acompanhar mais um pouco, verá aonde pretendo chegar.
O que é “fluência” e “fluente”? Segundo o meu melhor dicionário, é: “Fluente – a. Capaz de se expressar no momento certo e sem fazer esforço. b. Fluindo ou se locomovendo suavemente; com graça. c. Fluindo ou capaz de fluir; líquido”. Tratamos aqui do adjetivo “fluente”. “Fluência” é simplesmente a forma substantiva. Sem segredos. OK? Acho que podemos nos limitar à definição dada no item a.
Para todos os efeitos práticos, o que significa para o aluno ser fluente? Ele precisa falar sem muitas pausas, pois senão quebra a fluência e… bom, assim as coisas não fluem. (Peço desculpas pela redundância.) Agora, pense comigo. Se, ao tentar se expressar, toda hora a pessoa tiver que parar para achar uma palavra, uma expressão, uma colocação, uma frase feita – achá-las no ar, no dicionário, em qualquer outra fonte ou simplesmente no nada –, a conversa vai fluir de maneira lenta e truncada, se é que vai fluir. E o que é preciso para preencher os espaços? Palavras, apenas palavras.
E palavras são o quê? Vocabulário, claro. E não se aplica o mesmo conceito à tão desejada listening comprehension? Se o estudante não reconhece as palavras – ou individualmente, ou em grupos –, não vai entender o que está sendo dito ou falado. Simples, não?
E como melhorar nos quesitos listening comprehension e vocabulário? Leia os meus textos a respeito. Ah, eu ia me esquecendo de que você já leu. A orientação estava lá no primeiro parágrafo. Que bom que você entendeu. Parabéns.
Referência: “Tirando Dúvidas de Inglês” de Michael Jacobs, Disal Editora, 2003. Leia a resenha. Compre seu exemplar no Submarino ou na Disal.
É complicado explicar, sem parecer esnobe ou politicamente incorreto, que a fluência depende da aptidão de cada um. Isso seria o mesmo que perguntar: “Corro todos os dias, como faço para virar um atleta de competição?” Às vezes as pessoas me perguntam “onde aprendi” inglês, como se qualquer um que se matriculasse no mesmo curso fosse sair de lá com o mesmo nível. É que os alunos de inglês percebem que há colegas que são mais fluentes e querem saber como fazer para ficar igual a eles. Dependendo da situação, não tem como. Cada pessoa tem sua própria capacidade e nem todas chegarão ao mesmo nível. Isso é normal e não deve ser motivo de ansiedade.
Achei excelente sua dica mas não encontrei os textos recomendados – “Listening comprehension” e “Melhorando o vocabulario”.
Gostaria muito de le-los.
Voce poderia enviá-los para mim ?
Obrigada
Realmente, para aprender um idioma o requisito básico é o vocabulário..então vamos estudar..
Sucesso a todos
Emílio,
Tudo bem? Obrigado pela visita e pelo comentário. Sabemos que a aptidão individual é fator determinante no sucesso do aprendizado de idiomas e que, diga-se de passagem, a regra se aplica a quase toda atividade humana.
O aspecto mais importante a destacar do texto, a meu ver, é o fato de qualquer pessoa poder – independente de sua maior ou menor aptidão – melhorar seu nível de fluência. As dicas do Prof. Michael Jacobs são, sob esse prisma, valiosíssimas.
Além disso, há, é claro, diferentes definições de fluência e diferentes graus de necessidade de ser fluente. O seminarista que tem pretensão de rezar missa em país de língua inglesa e o executivo que gostaria de assumir um cargo de liderança numa multinacional americana vão precisar de muito mais fluência do que um aluno quem tem planos de fazer pós-graduação em, por exemplo, química ou matemática.
Concordo, portanto, com a sua última afirmação. Só acrescentaria uma coisinha, se você me permite.
Eu diria que nem todo mundo precisa ser tão fluente quanto locutor de jockey e não há mesmo razão para tanta ansiedade.
Abraços a todos
Cristiane,
Tudo bem? Obrigado pelo interesse e pelo comentário. O texto do Prof. Michael Jacobs foi extraído de seu livro “Tirando dúvidas de inglês”, conforme indica o rodapé da matéria.
Você gosta de perfume? Já viu amostra grátis em embalagem de 500ml?
Abraços a todos
Silvania,
Como vai? Obrigado pelo comentário. Tomara que mais gente se estimule com as suas palavras. Volte sempre!
Abraços a todos
Também não consegui achar nenhum dos dois texto. Você poderia enviar para mim?
Caique,
Obrigado pelo interesse no Tecla SAP. Leia, por favor, minha resposta ao comentário da Cristiane acima. Valeu!
Abraços a todos
Meu objetivo de vida é ficar fluente no inglês. Ainda bem que descobri este blog, Ulisses, eu te amo!
Ganso,
Menos, menos…
Abraços a todos
“A prática faz a perfeição” hello?? sem estudar, sem esforço, impossível conseguir fluência! como o Ulisses disse, quem conseguir aprender dormindo, por favor nos passe o método, vou passar o dia inteiro dormindo!
Meu método pessoal é diário:
- explorar um novo termo em inglês
- ler um texto num jornal internacional
- decorar 20 palavras novas, no mínimo, toda semana (o vocabulário é extenso)
- quando assisto televisão, é um programa em inglês, por meia hora pelo menos, pra treinar meu ouvido.
Quanto tempo você vai dedicar ao seu aprendizado, essa é a pergunta básica na fluência, em qualquer matéria, aliás.
Beijão Ulisses!
Márcia,
Obrigado pela colaboração. Só uma pequena correção: o texto é do Prof. Michael Jacobs. Volte sempre!
Abraços a todos
Me lembro de uma palestra do Michael e, no final, ele colocou a canção “Words” dos Bee Gees.
Realmente também não consigo encontrar os outros textos citados. No site antigo do Tecla Sap era mais fácil encontrar os assuntos. Com o blog ficou mais difícil. Alguma dica?
Pedrina,
Tudo bem? Obrigado pelo comentário. Vamos aos fatos: os textos citados no post não foram publicados aqui no blog. Portanto, não adianta procurar.
Publiquei trecho extraído de um dos livros do Prof. Michael Jacobs, como está bem claro no rodapé do post. Ele faz referência a outras partes do livro. Quem tiver interesse, é claro, terá de adquirir um exemplar. Há informações sobre como fazê-lo também no rodapé da página.
Abraços a todos
Eu também não entendi aonde estão os textos? Na resenho do livro?
Marcelo,
Tudo bem? Os textos estão no livro. Na resenha do livro (publicada no blog) há informações sobre como adquirir seu exemplar.
Abraços a todos
Acho que a dúvida sobre onde estão os textos se dá porque você escreveu “depois que escrevi ontem os textos sobre “Listening Comprehension” e “Melhorando o Vocabulário”. “, dando a entender que os textos foram disponibilizados no blog no dia anterior. Confesso que também gastei um tempo procurando-os.
Cenival,
Obrigado pela participação. O texto é de autoria do Prof. Michael Jacobs – não escrevi nada neste post – e foi extraído do livro “Tirando Dúvidas de Inglês”, conforme está bem claro no rodapé da página.
Abraços a todos
Ulisses, antes de mais nada parabéns pelo seu Blog. Acho ele bem interessante e tenho certeza que ele ajuda um monte de gente sobre as nuances da língua inglesa.
Sou programador de computador e gostaria de saber se você poderia me indicar alguns livros em inglês voltado para o inglês na computação.
P.S.: Me perdoe por postar esse texto em uma área diferente, mas não achei um lugar mais apropriado.
Eduardo,
Tudo bem? Obrigado pelo elogio ao blog. Dê uma olhada na resenha do “Inglês.com textos para informática” já publicada aqui no Tecla SAP. O link é http://www.teclasap.com.br/blog/2007/10/15/resenhas-de-livros-inglescomtextos-para-informatica/ .
Abraços a todos
oops.. desculpe prof. Michael Jacobs, um abração pra ti, também. Muito agradecida.
Márcia,
Obrigado pela retificação. Volte sempre!
Abraços a todos