Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? – Parte 3/3
Como posso melhorar a minha listening comprehension? – Parte 3/3
Antes de prosseguir, não deixe de ler os textos anteriores já publicados aqui no Tecla SAP:
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? – Parte 1/3
Cf. Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? – Parte 2/3
Bom, vamos voltar ao que interessa. Como se desenvolve a listening comprehension para acelerar o aprendizado do inglês? A resposta mais óbvia é, claro, by listening, uai! Mas, se fosse tão simples, bastaria deixar a TV ligada na CNN ou na BBC e pronto. Após horas e horas de listening to the world’s news, você já estaria tinindo. Concorda?
Só que as coisas não funcionam assim. Você não vai chegar a lugar nenhum assistindo à TV passivamente. Aliás, não irá longe fazendo o que quer que seja de maneira passiva – isso até parece uma contradição. Se é de modo passivo, como se pode aplicar o verbo “fazer”? Não pode mesmo trazer bons resultados. Aliás, não traz resultado nenhum.
E é aí que reside o segredo de como melhorar. Praticando a língua, em toda a sua plenitude. Ouvindo, sim, mas falando também, tentando se comunicar. Trial and error, ou seja, por tentativa e erro. Tente, erre, tente de novo até acertar. Faça perguntas; repita-as; peça esclarecimentos; tente entender; cerre os dentes; enfim, tente! Vá em frente. Só assim você irá melhorar, um pouco de cada vez. Mas que a melhora irá acontecer, irá. Desde que você faça a sua parte.
Lamento informar a meus queridos leitores que não tenho fórmulas mágicas para resolver a questão. Não disponho de “regras” nem de segredos para fazer acontecer a tão desejada e crucial melhoria na sua listening comprehension. (E aqui vai uma resposta àqueles que fazem a mesmíssima pergunta para saber como melhorar o vocabulário: será só trocar o termo listening comprehension por vocabulary ao longo desta crônica, e terão a sua resposta também.)
Não é por ser alguém que publicou alguns livros e artigos sobre como melhorar o inglês que, automaticamente, eu possuo os segredos de Estado, guardados a sete chaves, que só digo aos interessados a preço de ouro. Não é por ser professor e autor que tenho o dom divino de saber métodos alternativos de como aprender inglês, nem de como “melhorar” a listening comprehension com facilidade. Acho que, no fundo, o que os meus leitores estão querendo saber é como facilitar o aprendizado, como melhorar a listening comprehension através de algum atalho; se é possível dar algum “jeitinho” para obter resultados rápidos. Basicamente, querem descobrir uma maneira de aprender sem fazer a parte deles, como se quisessem que alguém entrasse com o trabalho para só depois colher os frutos que outra pessoa plantou. (“Como ficar milionário sem trabalhar” também seria uma indagação do mesmo naipe.) Como diz uma leitora num e-mail para mim: Learning English is simple. But not effortless. (“Aprender inglês é simples. Mas não é sem esforço)”.
E eu ainda acrescentaria uma máxima de que uso e abuso. Melhorar a listening comprehension é realmente muito simples. Só que simples não é sinônimo de fácil.
Assim como com tantas outras coisas boas, é preciso um esforço do interessado – às vezes um esforço descomunal, é verdade – para progredir. Com uma única certeza: fazendo esse esforço, os resultados virão. Blood, sweat and tears são a ordem do dia. Foi com sangue, suor e lágrimas que comecei a aprender português. Bom, eu me empolguei e acabei exagerando um pouco. De sangue quase não precisei…
Claro, nestas linhas estou apenas expressando a minha própria opinião. Pode ser que existam na praça métodos milagrosos que provem que estou falando bobagem. Se você os encontrar, peço encarecidamente que me avise e farei o possível e o impossível para divulgá-los. Mas, até lá não tenho muito mais a acrescentar.
Referência: “Tirando Dúvidas de Inglês” de Michael Jacobs, Disal Editora, 2003. Leia a resenha. Compre seu exemplar no Submarino ou na Disal.
[...] Como posso melhorar a minha “listening comprehension”? – Parte 3/3 [...]
Great posts. You’re absolutely right. One’s skill will only be improved if one takes the main role in one’s learning. Practice makes perfect. There are no miracles.
Marco Antonio,
Obrigado pela participação aqui no Tecla SAP. Volte sempre!
Abraços a todos
Sempre penso em inglês… isso me ajuda bastante!
Falo sozinha em inglês… hehehe
Mari,
Tudo bem? Ficar pensando em inglês sobre as coisas do dia-a-dia, ou seja, o que a gente fez ou vai fazer pode ser uma boa maneira de praticar. Só não se esqueça de conferir em alguma fonte de referência confiável (este blog, por exemplo!) sempre que tiver alguma dúvida. Caso contrário, você irá cristalizar erros (gramática, pronúncia etc.) porque ninguém consegue entrar na tua cabeça para te orientar, né?
Abraços a todos
Uma maneira possível para alguns é assistir a fimes falados em inglês com legendas em inglês. Depois repetir o filme sem legendas e tentar entender.
Mário,
Tudo bem? Obrigado pelo comentário. Considero sua sugestão excelente, principalmente para aqueles filmes bem legais a que já assistimos e que gostaríamos de rever.
Abraços a todos
Olá. Estou retornando a estudar o ingles. Cheguei a conclusão que só ler e ouvir não vai adiantar de muita coisa se isso não for praticado, ou seja, não for falado, como vc mesmo citou no seu texto. Gostaria então que vc desse dicas de links onde possamos praticar o que aprendemos, de preferência com nativos.
Thanks.
Good job.
Gostei do texto e acho que posso ajudar um pouco, não apenas no sentido específico da interpretação da linguagem, mas no entendimento do idioma como um todo.
para isso me reporto aos meus tempos de colégio militar de curitiba, nos idos de 70, quando um orientador educacional contratado para entreter os alunos internos resolveu nos falar sobre o assunto de aprender um outro idioma e nos fez a pergunta:
- o que é preciso para se falar uma outra língua?
…ao que ele mesmo respondeu ao final: gramática e vocabulário
a gramática vocês estão aprendendo nas aulas, mas o vocabulário só tem um jeito de aprender
…e esse jeito é indo ao dicionário e conhecendo todas as palavras.
após a grita geral, de que o dicionário era muito grande e coisa e tal, ele nos perguntou quantas páginas teria um dicionário
…cerca de 300, foi a resposta
e ele calmamente falou: vocês vão ficar internos aqui por pelo menos mais três anos, então se lerem pelo menos umas cem páginas por ano, ao final do curso terão tomado conhecimento de todas as palavras do idioma
eu tomei aquelas palavras como sábias e, preguiçoso que era, escolhi um dicionário pequeno, que vinha como brinde na compra de uma caneta futura (lembram da primeira canetinha de ponta porosa???) e que não possuia mais do que umas cem páginas
para encurtar a estória, ao final do ano eu já tinha sido capaz de ler todas as palavras constantes do tal dicionário, com a vantagem de que ele trazia a fonética da pronúncia, o que me ajudou muito na etapa de falar e entender o idioma
o que eu ganhei com isso??
…só para encurtar, morei duas vezes fora do brasil e dentro dos meus colegas da marinha, talvez tenha sido o que mais cursos no exterior fez (num total de seis), quando muitos se sentem realizados ao fazerem apenas um
isso ai: obrigado professor pelas dicas que me chegam quase todos os dias por email e espero que o meu depoimento sirva de incentivo aos jovens que ainda relutam em aprender de maneira séria um outro idioma …
tertius ribeiro – rio de janeiro
Tertius,
Obrigado pelo depoimento. Felizmente, surgiram novas metodologias que aperfeiçoaram o ensino de língua estrangeira. Hoje em dia, ninguém mais precisa sofrer lendo todas as palavras do dicionário. Paralelamente, a evolução tecnológica permitiu que os interessados na língua inglesa tivessem acesso a uma quantidade de informação sem precedentes. Vídeo-cassete, DVD, TV a cabo, Internet etc. permitem um grau de exposição ao idioma estrangeiro nunca antes visto.
Não estou dizendo que ficou mais fácil aprender inglês. A diferença é que agora as ferramentas estão mais à mão. Usá-las com frequência e dedicação é o que faz a diferença.
Abraços a todos
Great article! I'd like to add just one thing… I've been studying pronunciation for one year already and that really improved my listening skills. I strongly believe that listening and pronunciation work together. If you know how words are really pronounced in a sentence, then you know what to listen. I suppose that our major problem as foreigners is that we don’t get to listen how words really sounds like by our peers. As a result, we don’t reproduce them right, and as a matter of fact, we don’t enhance our listening skills.
Jonathan,
Obrigado pelo relato e pelo interesse no Tecla SAP. Volte mais vezes.
Abraços a todos
Bem, também tô nessa de entender e falar o inglês no caos, só pela internet (na escola que fui p/curso relâmpago de 30 dias, quando a professora faltou e tive q assistir com outra, ganhei um tremendo ânimo. Ficou acertado q ela é quem ia dar as áulas, a partir daquele momento. Na próxima aula, a professora faltante, não aceitou q não estava conseguindo ensinar a contento. Resultado: fui embora, e a deixei na sala com minha esposa). Já vi que é esforço e muita prática diária. Quem tiver tempo, better. Today, cheguei a conclusão: se eu e minha esposa colocar como disciplina, começar a querer falar quase tudo em inglês, em casa – mesmo recorrendo a todo instante ao dicionário, anotações ou ao goolge tradutor, o negócio pega bem rápido. Lêmbro-me que uma vez eu e amigos fomos pescar; chegamos numa passagem de muita lama e ficamos no “e agora? “. Aí, um bois que “captaram” nossos pensamentos, no colocaram para correr e atravessamos o atoleiro num piscar de olhos e sem esforço perceptível(caso tivesse uma banguela ou pontezinha, teríamos ido tranquilos). Agora, estudo rápido do inglês, temos que decidir não “atravessar a ponte” (falar português) e sim, enfrentar o atoleiro (no caos, fazer um superesforço e usar o inglês do jeito que der, mas usar). A ponte e o caos, estão ao nossos dispor a todo instante. Yes, we can.
Espero que tenham entendido e good luck at everybody.