Aprender inglês com música é possível? Quais são as vantagens?

Tempo de leitura: 14 minutos

Aprender inglês com música by Ulisses Wehby de Carvalho

Aprender inglês com música?

Aposto que você já conhece alguns dos benefícios de se aprender inglês com música. Alguns são bem intuitivos, como ampliar vocabulário e melhorar o listening. Esses em particular podem, no entanto, ser também alcançados se recorrermos a outras atividades, como a leitura e as séries de TV, por exemplo.

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Há outros ganhos, entretanto, que você só terá se incorporar a música aos seus estudos. Daí o título deste artigo. A lista a seguir, é claro, relaciona todas as vantagens que o estudo de inglês com música propicia, tanto as que podem ser extraídas em maior ou menor grau recorrendo a outras práticas quanto aquelas que só a música proporciona.

Se você não aprender inglês com música vai deixar de ter os seguintes benefícios.

1. Transferir para a fala a fluência ao cantar

O primeiro benefício que só aprender inglês com música pode proporcionar é oferecer ao aluno iniciante um grau de fluência ao cantar que, em geral, ele ainda não adquiriu ao falar. Conseguir articular frases inteiras, conexas, produzidas sem gaguejar e com a pronúncia bem próxima da ideal é um feito que representa uma injeção de ânimo em qualquer pessoa, principalmente em quem está dando os primeiros passos no inglês. Esse estímulo acaba por gerar maior confiança ao se comunicar, seja em sala de aula com o professor e os colegas ou em interações fora do ambiente escolar. A fluência ao cantar gradualmente vai se refletindo na fala, desde que, é lógico, o estudo seja regular e sistemático.

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2. Ampliar vocabulário

Este é um daqueles benefícios óbvios, mas que mesmo assim precisa estar na lista. É evidente que conhecer as letras de canções de grupos e estilos variados proporciona uma maior exposição a palavras e expressões novas. Ouvir essas músicas com regularidade faz com que esse novo vocabulário seja incorporado de fato ao seu repertório lexical.

Até aí não falei novidade nenhuma, certo? Siga em frente…

São tantas emoções…

O que talvez você não tenha se dado conta ainda é para um fato de suma importância: a música tem o poder de evocar lembranças e sentimentos — sejam alegres ou tristes, não importa — e faz com que palavras, expressões, estruturas gramaticais etc. sejam internalizadas com muito mais facilidade. É como uma tatuagem que laser nenhum consegue apagar. Quer um exemplo?

O que você acha que tem maior probabilidade de dar certo na hora de aprender, digamos, o 2nd Conditional: pegar livro de gramática, ler explicação teórica e completar 20 frases sem nenhum contexto ou usar uma canção para absorver a forma e uso desse tempo verbal? Observe o trecho a seguir:

Would you know my name
[Você saberia dizer meu nome]
If I saw you in heaven?
[Se eu te encontrasse no céu?]
Would it be the same
[Seria a mesma coisa]
If I saw you in heaven?
[Se eu te encontrasse no céu?]

Reconheceu a letra dessa canção? É um pedacinho de Tears In Heaven, de Eric Clapton e Will Jennings. Depois de saber por que e para quem ela foi composta, aprender e/ou revisar o vocabulário, duvido que você, primeiro, não se emocione e, segundo, não internalize a forma e o uso do 2nd Conditional.

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A música trata da perda de um filho e qualquer pessoa se solidariza. É da natureza humana. Sem querer comparar a intensidade dos diferentes tipos de sofrimento, todos nós já sentimos a tristeza da perda de um ente querido.

Se vale para a tristeza, vale para a alegria também, por que não? Se serve para o 2nd Conditional, serve também para o Present Perfect, por que não?

3. Reter vocabulário conhecido

Acho que você não tinha pensado nessa possibilidade, tinha? Conhecer palavras novas é ótimo, mas você não acha importante reter o vocabulário que você já conhece? É claro que é essencial não esquecer aquilo que você assimilou. Além disso, lembre-se de que seu banco de dados será sempre maior do que sua capacidade de absorver conteúdo novo, seja seu inglês de nível básico, intermediário ou avançado.

Portanto, cuidar bem dessa poupança que você já acumulou é mais importante do que as moedinhas que você vai depositar. É óbvio que uma atividade não substitui a outra. É lógico! Continuar poupando é absolutamente necessário (item 2), mas cuidar do tesouro (item 3) é fundamental.

Em suma, você tem muito a perder se não fizer nada com o seu inglês…

4. Conhecer vocabulário formal e informal

Um dos mitos mais frequentes entre os leigos é acreditar que nas letras de música só existe vocabulário informal, ou seja, gírias, contrações e desvios da norma culta que podem “contaminar” o aprendizado.

A falácia — carregada de preconceito linguístico, diga-se de passagem — cai por terra sem grande esforço por uma razão muito simples: há inúmeras letras de música com inglês que segue a norma culta. Aliás, há todos os tipos de registro (do mais formal ao mais informal) presentes nas canções; o importante é saber identificá-los e usá-los nas situações adequadas. Tudo tem hora e lugar. Sem exceção.

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Vale lembrar que as letras refletem o idioma corrente falado à época em que as canções foram compostas. O que talvez fosse um sacrilégio linguístico no passado, pode ter sido incorporado ao idioma ao longo dos anos e pode ser a coisa mais normal do mundo hoje. Por sinal, é assim mesmo que a coisa funciona. E não adianta espernear… 😉

Outra grande bobagem é acreditar que seria possível viver exclusivamente em uma bolha onde só existisse o padrão formal da língua. Gostando ou não, querendo ou não, você terá de lidar com o inglês informal. Deal with it! (Se vira!) Assistindo a um filme, série ou entrevista na TV, conversando com alguém pessoalmente ou pela Internet, lendo livro, revista ou blog, em viagem ao exterior etc., fatalmente, o vocabulário informal (gírias, contrações etc.) vai aparecer na sua frente. Detalhe: não vai ter bolha para te proteger.

Das duas uma: ou você encara a realidade ou grita bem alto: “Manhêêêêê!”… 😉

Cf. Grammar Nazi? Quem é? O que faz? Onde vive o Grammar Nazi?

5. Memorizar significado de palavras novas

Embora haja semelhanças com o item 3, este benefício se aplica em particular às palavras recém assimiladas. Façamos uma comparação bastante simples.

Situação A: você aprendeu três palavras novas depois de ter lido um artigo muito interessante, publicado em uma revista internacional de renome. Você costuma ler os mesmos textos nas semanas seguintes? Qual é a probabilidade, portanto, de você esquecer os significados dessas três palavras? Alta, você não acha?

Situação B: você curte aprender inglês com música e conheceu três palavras novas na letra de uma canção. Você ouviria esta canção mais vezes? Qual é a probabilidade de você esquecer os significados dessas palavras?

A resposta é clara, mas não custa nada repetir, não é? Aumente suas chances de conhecer, assimilar e, o mais importante, reter vocabulário novo. Sem esforço extraordinário, sem memória prodígio, aprender inglês com música é a resposta.

6. Aperfeiçoar a pronúncia

Ao aprender inglês com música você não só melhora sua pronúncia ao falar palavras isoladas, o que já é em si importante, mas também incorpora à sua produção oral o ritmo e a entonação de frases completas. Sua pronúncia passa a adquirir a naturalidade da fala.

Sem perceber, você passará a incorporar à fala as características da produção oral dos nativos. Uma das mais evidentes, por exemplo, é pronunciar as frases conectando a sílaba final de uma palavra à primeira da palavra seguinte, o que chamamos de connected speech. Você vai, sem grandes esforços, reduzir o sotaque estrangeiro muito acentuado e que pode, por vezes, prejudicar a comunicação.


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7. Melhorar o listening

Conhece o ditado em inglês Practice makes perfect? Pois é, “a prática leva à perfeição”. Simples assim. Ao exercitar com regularidade sua capacidade auditiva, o chamado listening, o que você acha que vai acontecer? Se não souber a resposta, procura no Google! 😉

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Brincadeiras à parte, você vai melhorar o listening não apenas para entender as letras de outras músicas, é claro. O benefício se aplica a outras atividades em que sua capacidade auditiva é exigida: filmes, séries, entrevistas e noticiário na TV, podcasts, reuniões, conversas telefônicas ou via Skype etc.

Cf. Listening! Como melhorar o listening? A dica que você nunca ouviu…

8. Assimilar gramática em contexto

Estudar conceitos gramaticais lendo uma explicação teórica e fazendo dezenas de exercícios descontextualizados não costuma surtir os efeitos desejados. Todos nós, em maior ou menor grau, já passamos, sem sucesso, por experiências semelhantes.

Abandonar a gramática por completo e achar que ela é irrelevante tampouco é a saída. E em pleno século XXI, ainda tem gente que pensa assim!

Mais uma vez, aprender inglês com música é a solução! Todos os conceitos gramaticais, sem exceção, estão presentes nas letras das canções. O diferencial é que eles são apresentados dentro do contexto da narrativa que é contada pelo eu lírico (quem narra essa história). Você aprende a usar a estrutura adequada, na hora certa, do jeito mais natural possível, no contexto propício e sem precisar decorar regras!

É evidente que nem sempre a norma culta é seguida à risca! Lógico! As letras das canções refletem a língua viva, como ela é usada pelos falantes do idioma. Se você ainda tiver alguma dúvida sobre o tema, releia o item 4 acima.

9. Aumentar a exposição

Você já sabe que aumenta suas chances de ser fluente em um idioma estrangeiro quanto mais tempo estiver em contato com ele, certo? Em certa medida, este é um conceito bastante intuitivo, mas não custa repetir a definição clássica do conceito chamado “exposição”.

Já que o objetivo é passar mais tempo em contato com inglês, por que não escolher uma atividade que você consegue fazer diariamente, sem grandes sacrifícios? Aprender inglês com música dá prazer e não tem nenhuma contra-indicação. Use sem moderação! 😉

10. Ampliar cultura geral

É muito difícil descrever a satisfação de falar um idioma estrangeiro. Conseguir desvendar o que parece ser um código secreto e indecifrável proporciona uma enorme sensação de realização intelectual e uma imensa alegria interior. Ter a capacidade de verdadeiramente se expressar — e se fazer entender por completo — nesse idioma é algo que não consigo explicar. Mas não é só isso…

A felicidade é ainda maior quando você descobre o duplo sentido de uma palavra ou  percebe a ambiguidade que o autor fez questão de imprimir naquele trecho ao escolher uma expressão em vez de outra. É muito gratificante identificar referências a livros, filmes, personagens históricos, movimentos artísticos, causas sociais, outras músicas etc.

Em suma, é ler nas entrelinhas, é saber interpretar o texto por completo e ir muito além do significado literal das palavras. É aquele bem-estar causado pela certeza de estar vivo, em constante evolução, ampliando seus conhecimentos e seus horizontes.

11. Ser uma pessoa mais interessante

O resultado prático, uma consequência direta do item 10, é saber que você terá subsídios para estabelecer uma conversação inteligente sobre vários assuntos, em qualquer situação. Pode ser um papo informal com amigos no boteco ou uma reunião formal no ambiente de trabalho. Em português ou em inglês.

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Já passou da hora de você aposentar o Repeat, please e o Speak slowly, please, você não acha? I “fink” so! 😉

12. Aprender inglês com música e ser fluente

Depois de aprender inglês com música — seguindo com disciplina e determinação um roteiro muito bem planejado — não vai faltar mais nada para você ser verdadeiramente fluente em inglês. Você terá um vocabulário rico e variado, vai assimilar as principais estruturas gramaticais em contexto, terá a pronúncia próxima da de um nativo, estará em contato constante com o idioma, vai melhorar muito seu listening, terá ampliado sua cultura geral e, como consequência, terá muito mais confiança para se expressar. Ou não?

Conclusão

É natural que se queira ser fluente em inglês. E rápido! Mas tem jeito? Como faz?

Não se iluda! Não é bronzeamento artificial!

Você já não é mais criança para acreditar em conto de fada nem em soluções mágicas! Falar idioma estrangeiro não é bronzeamento artificial! Não espere, portanto, resultados mirabolantes no curtíssimo prazo.

Se você chegou até aqui é porque se interessou pela possibilidade de aprender inglês de uma forma divertida e eficaz. Depois de ter lido a lista com tantas vantagens, tenho certeza de que você também chegou à conclusão de que aprender inglês com música é a solução.

O aprendizado verdadeiro não acontece da noite para o dia como ainda, infelizmente, acreditam alguns. Outro dia mesmo, uma pessoa chegou ao Tecla SAP depois de ter digitado “Como aprender inglês em uma semana” no Google. Uma semana!?! Sério mesmo!?! Não seria mais fácil escrever uma cartinha pro Papai Noel?

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Ou você quer o endereço do Papai Noel? 😉

Speak up! We’re listening…

O que você achou do texto sobre aprender inglês com música? Ficou faltando algum benefício importante? Conte sua experiência pessoal na seção de comentários, no rodapé da página. Seu relato pode servir de referência para quem estiver pensando em aprender inglês com música também. Participe! Agradeço em nome de toda a comunidade Tecla SAP.