Como Não Aprender Inglês: resenha do livro de Michael Jacobs

Tempo de leitura: 3 minutos

Como Não Aprender Inglês
Michael A. Jacobs
Editora Campus/Elsevier
254 páginas, 2002

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como não aprender inglês

Como não aprender inglês – Resenha 1

Apresento o livro Como “não” aprender inglês, de Michael Jacobs, inglês de Londres, radicado no Brasil desde 1967, pai de quatro filhos brasileiros. Devido à sua grande experiência em ensinar inglês em empresas e escolas de línguas, Michael focaliza em seu livro as principais dificuldades e erros que os falantes nativos de português cometem quando aprendem inglês. Com capítulos como “Vocabulário”, ”Gramática”, “Português em inglês”, “As coisas que os estudantes dizem” e “Guia de pronúncia”, o livro é sempre didático e prazeroso ao mesmo tempo. Basta dar alguns exemplos: Michael explica o erro cometido muitas vezes quando falantes de português usam o pronome reflexivo em inglês, dizendo João and Maria were kissing themselves (João e Maria se beijavam cada um a si próprio), quando deveriam dizer João and Maria were kissing each other. Em outra seção explica com grande clareza as diferenças entre losing e missing, outro erro cometido com freqüência por brasileiros.

Mas o livro não é somente uma lista de regras de uso. As seções são intercaladas com anedotas engraçadas e didáticas, como a de um grupo de moças que foram para a Flórida estudar inglês e acabaram ensinando português para um grupo de rapazes norte-americanos. Michael também não ignora o inglês coloquial, muitas vezes denegrido em sala de aula. Na seção “Linguagem de rua”, ele explica os usos de ain’t e o duplo negativo.

Um elemento muito forte no livro são as Attitudes, nas quais o autor tenta encorajar uma atitude menos passiva por parte dos estudantes brasileiros. O aprendiz de línguas tem de dedicar tempo e esforço e dar uma grande parte de si mesmo se quiser aprender bem.

Recomendo Como “não” aprender inglês para estudantes do nível pré-intermediário para cima e de qualquer idade. É ideal para o aluno sério, como acompanhamento para um curso formal, bem como para aqueles que desejam acelerar o auto-aprendizado.

Autor da resenha 1

Prof. Dr. John Milton
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo/SP

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Como não aprender inglês – Resenha 2

O inglês e o português têm vários pontos em comum. Boa parte do vocabulário do inglês provém do latim, o que resulta em várias similaridades nos dois idiomas – information e informação, continue e continuar são alguns exemplos. Embora este aspecto possa às vezes ajudar o estudante, pode também causar sérios problemas. Frequentemente, palavras e construções nos dois idiomas são similares, pero no mucho – há diferenças de sentido, forma e emprego. Estas enganosas equivalências podem levar a erros por parte de quem estuda: sensible não se traduz por sensível; uma informação é a piece of information, e não “an information”, e assim por diante.

Outros erros comuns surgem a partir de palavras e expressões em inglês que causam muitas confusões (por exemplo hard e hardly, ou look after e look for) ou mesmo porque o inglês tem dois equivalentes para uma mesma palavra em português, por exemplo lend ou borrow (emprestar) ou remember e remind (lembrar). Há sem dúvida grande público para este livro, que relaciona e explica problemas recorrentes deste tipo, um desafio constante para quem quer aprender inglês.

A partir da sua grande experiência como professor, Michael A. Jacobs produziu um livro indispensável, que explica com clareza, autoridade e senso de humor (britânico!) várias dificuldades do aprendizado. Posso garantir que o leitor dará passos consideráveis no domínio do inglês.

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Autor da resenha 2

Michael Swan
Visiting Professor
St. Mary’s College, University of Surrey