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Autonomia no aprendizado de inglês by Ulisses Wehby de Carvalho

Autonomia no aprendizado de inglês: o guia completo para alunos e professores
Sem dúvida, poucos fatores influenciam tanto o sucesso de um estudante de inglês quanto a autonomia no aprendizado. Quem desenvolve a capacidade de aprender além da sala de aula, de buscar recursos por conta própria e de monitorar o próprio progresso chega muito mais longe do que quem depende exclusivamente de um professor para avançar. Neste post, você vai entender o que é autonomia no aprendizado de inglês, por que ela é tão importante e o que alunos e professores podem fazer para cultivá-la na prática.
O que é autonomia no aprendizado de inglês?
Primeiramente, é importante esclarecer o que autonomia no aprendizado de inglês não é: não se trata de estudar sozinho, sem professor, sem escola e sem qualquer orientação externa. O dicionário define o indivíduo autônomo como aquele capaz de tomar decisões não forçadas com base nas informações disponíveis. No contexto do aprendizado, isso significa que o aluno não faz uma determinada atividade simplesmente porque o professor mandou, mas porque acredita que aquilo vai contribuir para o seu progresso.
Portanto, um aluno autônomo pode perfeitamente frequentar uma escola de idiomas e ter um professor de referência. A diferença está na postura: ele não espera passivamente que o conhecimento chegue até ele. Pelo contrário, busca fontes adicionais, experimenta estratégias diferentes, abre o dicionário por iniciativa própria e pratica o idioma fora do horário de aula. Essa iniciativa é a essência da autonomia no aprendizado de inglês.
Vale lembrar que o aluno self-taught, ou seja, o autodidata, já é, por natureza, autônomo. Mas a autonomia não é exclusividade de quem estuda sem professor. Qualquer estudante, independentemente do nível, pode e deve desenvolvê-la. Veja também: Autodidata? Como podemos dizer autodidata em inglês?
O professor é dispensável se o aluno é autônomo?
Essa é uma das perguntas que mais gera insegurança entre profissionais do ensino. Afinal, se o aluno aprende sozinho, qual é o papel do professor? A resposta é: sim e não. O aluno autônomo desenvolve independência para pesquisar, praticar e descobrir novos interesses. Mas continua tendo o professor como referência, como alguém que oferece orientação, ajuda a corrigir erros e fornece motivação nos momentos de estagnação.
O problema está nos professores que, inconscientemente, travam o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Existem aqueles que nunca concedem nota máxima “porque a perfeição é inalcançável”, os que se orgulham de reprovar dois terços da turma e os que falam 100% do tempo sem deixar o aluno participar ativamente. Todos esses são mecanismos de controle que privam o estudante do processo de construção do próprio aprendizado.
Além disso, há o medo de ser exposto ao não saber responder algo. No entanto, um “não sei, mas vou pesquisar” dito com honestidade transmite ao aluno algo valioso: que buscar respostas é um ato de autonomia, não de fraqueza. Sobre a diferença entre os papéis de teacher e professor, vale a pena conferir: Diferença entre TEACHER e PROFESSOR: truque para nunca mais errar.
Como estimular a autonomia no aprendizado de inglês
Antes de mais nada, é preciso que o próprio aluno entenda por que está estudando inglês. Essa conscientização é o primeiro passo para o desenvolvimento da autonomia. Sem uma motivação clara, o estudante tende a abandonar o esforço no primeiro obstáculo. O segundo passo é a investigação: descobrir quais estratégias funcionam para cada perfil, testando recursos diferentes como filmes sem legenda, podcasts, aplicativos e leituras.
Em terceiro lugar, vem a atitude: estabelecer metas concretas, definir uma rotina de estudos fora da sala de aula e manter essa rotina mesmo nos dias de menor disposição. Finalmente, é essencial arriscar. Não há autonomia sem iniciativa e não há iniciativa sem o risco de errar. O aluno autônomo sabe que o erro faz parte do processo e, por isso, não se paralisa diante dele.
Para professores, o caminho passa por criar ambientes em que os alunos participem ativamente da construção do próprio aprendizado, decidam quais estratégias funcionam melhor e tenham espaço para questionar. A sabotagem ao aprendizado, seja ela interna ou externa, é um dos maiores inimigos da autonomia. Veja mais sobre o tema em: Sabotagem: não deixe que ela prejudique seu aprendizado de inglês.
YORKSHIRE: como se pronuncia em inglês?
Se você já tentou pronunciar YORKSHIRE intuitivamente e não ficou satisfeito com o resultado, o vídeo abaixo vai esclarecer de uma vez por todas como esse nome soa em inglês. Além de YORKSHIRE, o vídeo aborda outros topônimos britânicos que confundem falantes do mundo inteiro, inclusive nativos de outros países de língua inglesa.
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CERTIFICATE (n.) x CERTIFICATE (v.): você estava pronunciando certo?
Este vídeo faz parte da série Erros de Pronúncia do canal Tecla SAP com Ulisses Carvalho. A diferença entre o substantivo e o verbo certificate é sutil, mas importa. Ouça nativos da língua inglesa pronunciando certificate em situações reais do dia a dia.
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Autonomia no aprendizado de inglês: exemplos do cotidiano
Confira situações autênticas em que o conceito de autonomia no aprendizado de inglês aparece em contexto real:
- Self-directed learning is becoming increasingly important in language education.
- O aprendizado autodirigido está se tornando cada vez mais importante na educação de idiomas.
- She realized that attending classes twice a week wasn’t enough to become fluent.
- Ela percebeu que frequentar as aulas duas vezes por semana não era suficiente para alcançar a fluência.
- He developed his English skills by watching films without subtitles and keeping a vocabulary journal.
- Ele desenvolveu seu inglês assistindo a filmes sem legendas e mantendo um diário de vocabulário.
- Autonomous learners are more likely to continue studying outside the classroom.
- Alunos autônomos têm mais chances de continuar estudando fora da sala de aula.
- My teacher always encouraged me to find my own resources and strategies for learning.
- Minha professora sempre me incentivou a encontrar meus próprios recursos e estratégias de aprendizado.
CAREER em inglês: você estava pronunciando certo?
Mais um episódio da série Erros de Pronúncia do canal Tecla SAP com Ulisses Carvalho. Desta vez, o foco é em CAREER, uma das palavras mais usadas no vocabulário profissional em inglês e, ao mesmo tempo, uma das mais mal pronunciadas por falantes de português. Confira o vídeo e descubra se você estava fazendo certo.
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Você se considera um aluno autônomo? Já percebeu alguma mudança no seu inglês a partir do momento em que passou a estudar além da sala de aula? Ficou surpreso com a pronúncia de YORKSHIRE, CERTIFICATE ou CAREER? Conta para a gente nos comentários! A interação dos leitores é fundamental para um blog educacional como o Tecla SAP: ela nos ajuda a entender quais temas são mais relevantes para você e a produzir cada vez mais conteúdo de qualidade. Sua opinião faz diferença!
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[…] Cf. Professores: como estimular a formação de alunos autônomos […]
[…] Cf. Professores: como estimular a formação de alunos autônomos […]
me parece bem interessante a proposta de discorrer sobre a questão da autonomia dos alunos, embora me espante que ainda o seja necessário: estamos todos imersos numa rede em que tudo é almejável e alcançável! já passou do tempo de reconhecer que nós, professores, não somos centro de nada, e me parece que a grande questão agora é perceber que nesse processo todo, pensando aqui apenas no ensino de línguas, somos nós, professores, os alunos, que têm muitas vezes autonomias não percebidas como tal a princípio, e temos “aquele vídeo do youtube que viralizou”, “aquela ator que tá famoso”, “aquele personagem daquela série que é ótima”, etc. enfim, gosto da ideia do texto, gosto de saber que tem uma galera pensando nos alunos como seres autônomos (ou pelo menos com capacidade de), gosto da ideia de saber que essa discussão tá rolando e que temos espaço pra pensar o ensino de língua meio ao “meio técnico científico-informacional” (como diz milton santos)…
Adriana Pereira, parabéns pelo texto. Mas gostaria de saber se poderia me dar exemplos e ideias de como deixar os alunos serem mais autodidatas na prática, quando a falta de interesse por parte deles é exagerada. Tenho lidado com turmas que não querem saber de nada, não vêem a importância de aprender(qualquer assunto que seja) e não tem curiosidade. Tenho diversificado minhas aulas para despertar essa vontade neles, mas nada parece suficiente. Tanto na escola pública (bastante comum) quanto na particular, em um grupo preparatório para o ENEM, estou assustada com o “estado vegetativo” da maioria dos alunos…
Mauro, tudo bem?
Obrigado pelos elogios ao texto e ao blog. Agradeço em nome de toda a equipe do Tecla SAP. Valeu!
Abraços
I’m very well!
Thanks,
Regards.
Adorei a matéria. Considero a autonomia fundamental para o aprendizado.
Meryluci, como vai?
Obrigado pelo comentário. A ideia precisa ser mais difundida para que ninguém se iluda achando que vai aprender inglês passivamente. Volte mais vezes.
Abraços
Adriana, couldn’t agree more! Sou professora de inglês há muito tempo, sempre pensei que os alunos deveriam ser autônomos e que uma das minhas funções era promover isso, e foi só quando comecei a trabalhar com aulas individuais in-company que consegui colocar isso mais em prática, de uma forma muito gratificante. Estou terminando meu mestrado em Educação de Adultos, e minha pesquisa é justamente sobre como os professores lidam com a autonomia dos alunos em sala de aula, e como eles vêem seu papel como professores. Ótimo texto, obrigada por trazer este assunto tão importante à tona.
Renata, obrigada pelo feedback! Que bom saber que há profissionais como você difundindo esta prática… Realmente, a experiência de ensino se torna muito mais recompensadora ao vermos nossos alunos se tornando autossuficientes. Sucesso no mestrado! Abraços.