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Viajar para aprender inglês by Ulisses Wehby de Carvalho

Viajar para aprender inglês: guia completo para quem pensa em intercâmbio
Poucas estratégias de aprendizado de idiomas geram tanto entusiasmo quanto a ideia de viajar para aprender inglês em um país onde o idioma é falado no cotidiano. A possibilidade de trocar as salas de aula por ruas, restaurantes e conversas autênticas seduz estudantes de todos os níveis. Mas viajar para aprender inglês é, de fato, a solução mágica que muita gente imagina? A resposta depende do destino, do nível do estudante, do tempo disponível e, principalmente, do que você faz quando chega lá.
Por que viajar para aprender inglês faz diferença
Primeiramente, vale entender o que acontece do ponto de vista linguístico quando uma pessoa decide viajar para aprender inglês. O contato constante com o idioma em contextos reais, o que os linguistas chamam de “input compreensível”, acelera o aprendizado de maneiras que nenhuma sala de aula consegue reproduzir plenamente. Ao viajar para aprender inglês, você não apenas estuda o idioma: você precisa usá-lo para pedir informação na rua, fazer pedidos em restaurantes, fazer amigos e resolver problemas do cotidiano.
Além disso, a pressão de se comunicar em inglês cria uma motivação difícil de replicar em ambiente controlado. Quando não há outra opção, o cérebro se adapta com rapidez surpreendente. Isso não significa que a gramática ou o vocabulário deixem de importar, mas que o contexto de imersão potencializa o aprendizado de forma significativa. Para saber mais sobre como a imersão funciona, confira o post Imersão em inglês: guia completo para aprender de verdade.
Qual é o nível de inglês ideal para viajar?
Uma das perguntas mais comuns de quem pensa em viajar para aprender inglês é: “Eu já preciso saber inglês para ir?” A resposta é não, pelo menos não no sentido de ter fluência. Um nível básico a intermediário, equivalente ao A2 ou B1 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), já é suficiente para sobreviver e prosperar em um ambiente de imersão. Afinal, a ideia é que você vá para aprender, e não para demonstrar que já domina o idioma.
Por outro lado, partir com um nível muito inicial, como o A1, pode ser frustrante. Sem vocabulário mínimo para se comunicar, o estudante tende a recorrer ao português em todas as situações. O ideal é ter ao menos uma base sólida antes de embarcar. Para quem ainda está construindo essa base, vale a leitura do post Começar do zero em inglês: guia definitivo, completo e prático.
Os destinos mais procurados para aprender inglês no exterior
Entre os destinos preferidos de quem decide viajar para aprender inglês, os Estados Unidos lideram as escolhas dos brasileiros. A diversidade de sotaques, a variedade de programas e a grande comunidade brasileira facilitam a transição, embora esse último ponto possa se tornar uma armadilha para quem passa tempo demais falando português. O Reino Unido, sobretudo Londres e Edimburgo, é outra opção clássica para quem prefere o inglês britânico e quer um ambiente culturalmente mais distante do Brasil.
Contudo, destinos como Irlanda, Canadá, Austrália e Malta vêm ganhando cada vez mais espaço. A Irlanda atrai muitos estudantes pela acessibilidade relativa dos cursos e pelo inglês claro e de fácil compreensão. Malta é considerada uma opção econômica na Europa, ideal para quem tem orçamento limitado. O Canadá, especialmente Vancouver e Toronto, destaca-se pela qualidade de vida e pela receptividade aos estrangeiros. A Austrália e a Nova Zelândia completam o quadro, sobretudo para quem busca experiências de longa duração combinadas com trabalho ou estudo formal.
Como aproveitar ao máximo a experiência de viajar para aprender inglês
De fato, a simples presença em um país de língua inglesa não garante fluência. O aprendizado depende do que você faz durante a sua estada. Em primeiro lugar, evite ao máximo se isolar na comunidade brasileira local. Embora seja natural buscar a companhia de quem fala o mesmo idioma, esse hábito limita drasticamente a exposição ao inglês. Em segundo lugar, estabeleça rotinas em inglês: assista à TV local, leia o jornal, ouça podcasts e explore a cultura do país onde você está.
Igualmente importante é fazer amizades com pessoas de outras culturas, especialmente com nativos ou com falantes de outros idiomas com quem você precise se comunicar em inglês. Além disso, frequentar cursos de idiomas formais ajuda a estruturar o aprendizado e a corrigir erros que o ambiente informal não identifica. Desenvolver autonomia no aprendizado é essencial tanto para quem está no exterior quanto para quem estuda no Brasil: confira o post Autonomia no aprendizado de inglês: o guia completo para alunos e professores.
Erros que prejudicam o aprendizado durante o intercâmbio
Infelizmente, muitos estudantes voltam de um intercâmbio com menos progresso do que esperavam. O principal motivo costuma ser a formação de grupos fechados com outros brasileiros. É um padrão tão comum que escolas de idiomas no exterior chegam a separar turmas por nacionalidade para evitar o problema. Além disso, há quem dependa de aplicativos de tradução para todas as situações, impedindo que o cérebro processe o inglês de forma autônoma.
Outro erro frequente é não ter objetivos claros antes de embarcar. Viajar para aprender inglês sem um plano de estudos estruturado pode resultar em meses agradáveis no exterior sem o correspondente avanço linguístico. Similarmente, subestimar a importância da pronúncia cria hábitos difíceis de corrigir depois. O ideal é chegar com metas específicas: alcançar determinado nível, passar em um exame de certificação ou ser capaz de manter conversas profissionais com fluência.
Viajar para aprender inglês: exemplos do cotidiano
Veja a seguir situações reais em que o tema de viajar para aprender inglês aparece em contextos autênticos:
- She moved to Dublin to improve her English and came back completely fluent after eight months.
- Ela foi para Dublin aperfeiçoar o inglês e voltou fluente depois de oito meses.
- Traveling abroad to learn English is a great opportunity, but you have to be willing to step out of your comfort zone.
- Viajar para aprender inglês é uma ótima oportunidade, mas é preciso estar disposto a sair da zona de conforto.
- I spent six months in Vancouver and barely spoke English because I only hung out with other Brazilians.
- Passei seis meses em Vancouver e quase não falei inglês porque ficava só com outros brasileiros.
- Living in an English-speaking country gives you something no classroom can: the pressure to communicate in real time.
- Morar em um país de língua inglesa oferece algo que nenhuma sala de aula consegue: a pressão de se comunicar em tempo real.
- My IELTS score jumped from 6.0 to 7.5 after just three months of living in New Zealand.
- Minha nota no IELTS subiu de 6.0 para 7.5 depois de apenas três meses morando na Nova Zelândia.
❌ ERROS DE PRONÚNCIA 👉🏼 CAREER 🤦🏻♂️
Uma das principais motivações de quem decide viajar para aprender inglês é justamente melhorar a pronúncia. Neste vídeo do canal Tecla SAP com Ulisses Carvalho, falantes nativos da língua inglesa de diversas nacionalidades pronunciam a palavra career em situações reais: entrevistas, palestras, reuniões e outros contextos do dia a dia. Vale observar com atenção como o som se produz em contexto natural, bem diferente do que o ouvido brasileiro costuma esperar.
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Como manter o inglês após voltar do intercâmbio
Ao voltar ao Brasil depois de viajar para aprender inglês, um dos maiores desafios é não deixar o idioma enferrujar. A transição de um ambiente de imersão para a rotina brasileira pode ser abrupta, e muitos estudantes sentem uma queda notável na fluência nos meses seguintes ao retorno. Para evitar esse retrocesso, é fundamental criar hábitos de consumo de inglês no dia a dia.
Portanto, inclua o inglês na rotina de forma ativa: assista a séries e filmes sem legenda ou com legenda em inglês, ouça podcasts, leia notícias e, sempre que possível, mantenha contato com as pessoas que conheceu no exterior. Além disso, considere ingressar em grupos de conversação, seja presencialmente ou online. Afinal, o inglês, como qualquer habilidade, exige prática constante para se manter e evoluir. Viajar para aprender inglês é apenas o início de uma jornada que continua no Brasil.
❌ ERROS DE PRONÚNCIA 👉🏼 COUNTRY 🤦🏻♂️
Quem decide viajar para aprender inglês vai inevitavelmente usar a palavra country com frequência, seja ao falar sobre o destino escolhido, comparar culturas ou simplesmente conversar com pessoas de outros países. Neste vídeo do canal Tecla SAP com Ulisses Carvalho, você confere como falantes nativos da língua inglesa de diversas nacionalidades pronunciam essa palavra em contextos autênticos, extraídos de filmes, séries e situações reais do cotidiano.
Gostou do vídeo? Então inscreva-se no canal 👉🏼 Tecla SAP com Ulisses Carvalho e ative o sininho para acompanhar a série completa. Cada episódio é uma oportunidade de afinar a pronúncia e ampliar o vocabulário!
Speak up! We’re listening
Você já viajou para aprender inglês? Se sim, qual foi o destino e quanto tempo ficou? O que mais te surpreendeu durante a experiência? E para quem ainda não foi: já está planejando um intercâmbio? Conte para a gente nos comentários! A interação dos leitores é fundamental para um blog educacional como o Tecla SAP: ela nos ajuda a entender quais temas são mais relevantes e a produzir conteúdo cada vez mais útil. Sua experiência pode inspirar outros leitores que estão exatamente na mesma dúvida que você teve!
Saiba mais no Tecla SAP
Conclusão
Em resumo, viajar para aprender inglês é uma das experiências mais transformadoras que um estudante de idiomas pode ter, mas o simples fato de estar no exterior não garante fluência. Antes de tudo, é fundamental escolher o destino adequado ao seu perfil e ao seu orçamento: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Irlanda, Austrália, Malta e Nova Zelândia são todas opções legítimas, cada uma com vantagens e especificidades próprias. Além disso, partir com ao menos um nível básico a intermediário ajuda a aproveitar a imersão desde o primeiro dia.
Portanto, ao viajar para aprender inglês, lembre-se: evite se isolar na comunidade brasileira, crie rotinas em inglês, faça amizades com pessoas de outros países e defina objetivos claros antes de embarcar. Ao voltar, não interrompa o contato com o idioma. Se este tema despertou interesse, confira também o post Imersão em inglês: guia completo para aprender de verdade, que explora em profundidade as estratégias de imersão aplicáveis mesmo sem sair do Brasil.
- Pronúncia de CLINT EASTWOOD: guia completo para não errar mais
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Acredito que ajudará sim, mas percebe se que algumas pessoas nem português direito sabem, falar e muito menos escrever, como um comentário acima demonstra. Fiz 6 anos de cursos e 2 anos de conversação quando era bem novo (10 a 16 anos) e minha pronúncia ficou boa mas nunca destravei em falar ( falta vocabulário e prática). Vejo filmes em inglês e entendo relativamente bem, e percebo diferenças em traduções ( às vezes até percebo erros), leio com certa fluência, internet, revistas em geral. Falta vocabulário em minha área, Engenharia, ou gírias e expressões idiomáticas, que seu blog tem sido de muita utilidade. Mas falar mesmo, acredito que terei que viajar e passar algum tempo no exterior.
Vou deixar meu depoimento pois acredito que possa contribuir de alguma forma, com toda certeza o primeiro ponto é que realmente varia muito de pessoa a pessoa, mas eu fiz um ano e meio de curso de inglês em escolas idiomas aqui no Brasil e devido aos valores fiz em uma destas escolas mais populares, para quem conhece 1 ano e 1/5 te uma base do básico e mais nada, e foi com isso que embarquei para Vancouver – Canadá durante 6 semanas, quando cheguei entrei em panico, não sabia o que fazer, fiquei em homestay, e por eles estarem acostumados com intercambistas foi relativamente tranquilo, eles falavam e mostravam as coisas, quando cheguei na escola entrei em panico tinha teste de nível e nem consegui fazer, pois aqui nunca tinha escrito mais que uma linha muito menos um texto com contexto, e tudo com tempo cronometrado, foi meu drama do 1º dia, mas ao fim da primeira semana isso já passo, comecei a entender melhor as coisas e pessoas, e não tive medo fiz todos os passeios, me mantive longe de brasileiros, principalmente os que já tinham um domínio mais avançado do idioma, assim me forçando a falar o máximo e com todas as pessoas, assim descobri que por mais que você não saiba falar muito bem, tendo alguma noção do que você que ele te entendem e falam como seria a forma correta, e claro reproduza na mesma hora para já fixar alguma coisa e se a pronuncia não tiver correta eles sempre ajudam, o mais dificio é falar inglês com brasileiros, estes querem te corrigir muito mais normalmente. já faz quase um ano que fui, e e pelo baixo nível de conhecimento desenvolvi muito e fixei muito melhor desde que voltei fiz cursos online e aula de pronuncia com um americano que mora aqui em são paulo, agora fui a uma escola melhor para fazer o teste de nível e retornar ao curso regular, em uma escola melhor que onde estudei anteriormente e ainda assim até mesmo para a minha surpresa, pelo resultado “pulei” 3 módulos que semestralmente dão + 1 ano e 1/5.é um investimento alto mas para mim valeu cada centavo, e hoje com um nível considerado intermediário consigo entender alguns filmes e series, mas não os no estilo (saga crepúsculo) que gosto mas não entendo quase nada para não dizr absolutamente, eles falam mexendo pouco os lábios e acho que isso dificulta muito o entendimento. por fim, agradeço a você Ulisses pelo TeclaSAP, minha chefe que me indicou e comecei a acompanhar.
Olá, gostaria de saber sua opinião, pois acompanho seu site diariamente Eu sou brasileiro e cheguei a fazer 3 anos de inglês em uma escola quando criança, porém quando crescido voltei a estudar a língua e vi que o curso que tinha feito não me ajudou de muita coisa, então comecei a estudar sozinho em casa, assistir filmes e programas em inglês porém sou dependente da legenda em inglês, é como se eu aproveitasse mais o que sei, você tem alguma dica para melhorar meu listening? A minha intenção é fazer um intercambio no próximo ano em New York, porém não me sinto seguro.
Nos últimos meses tenho conversado via chat com muitos americanos para pode me “enturmar” melhor quando chegar lá, porém apenas conversa typing, então gostaria de saber se isso é válido também.
Outra cousa que que não estou tendo oportunidades para talk com as pessoas, porém estou ficando dependente de tradução simultânea do português para o inglês, e quando surge alguma palavra em português e eu não sei em inglês eu fico louco e vou correndo pesquisar. Gostaria de saber sua opinião.
Bom Dia! Eu fiz um curso com duração de um mês no exterior e o avanço foi significativo. Me soltei, foi como colocar oleo na corrente da bicicleta…. Aconselho a estudar o iniciante no Brasil e, quando estiver no intermediario, realizar um curso fora.
Alguns amigos ficaram 3 meses, programa ideal, o avanço deles foi enorme.
Eu fui por uma agencia de intercambio chamada STB, eles me ajudaram em tudo!
Boa sorte!